Kühne nasceu a 2 de junho de 1937, em Hamburgo e foi, durante toda a sua vida, um grande adepto do Hamburgo.
O multimilionário apoiou financeiramente o seu clube de eleição várias vezes nos últimos anos, tapando assim buracos nas contas vazias dos hanseáticos.
Envolvimento de múltiplas formas
No total, estima-se que Kühne tenha investido cerca de 100 milhões de euros no Hamburgo ao longo dos anos. Durante algum tempo, o gestor deteve mais de 20 por cento da HSV Fußball AG, empresa autónoma do clube.
Mais recentemente, Kühne adquiriu também os direitos de nome do estádio do Hamburgo, permitindo que a arena voltasse a chamar-se Volksparkstadion.
Com Kühne, o Hamburgo perde uma das suas figuras mais marcantes, mas também das mais controversas da sua história recente.
Nem sempre amigos
O multimilionário, conhecido pelas suas opiniões fortes, intervinha repetidamente na gestão diária do clube. Por isso, Kühne não conquistou apenas amigos entre os responsáveis do clube e os adeptos.
Tornou-se lendária uma frase sobre a política de contratações. "O HSV é um fenómeno, porque os inúteis ficam sempre aqui presos", disse Kühne uma vez, apontando o ex-avançado Pierre-Michel Lasogga como "bom exemplo": "Nem sei se estive envolvido nele: Depois de meia época razoável, era preciso dar-lhe um contrato de cinco anos e um salário anual superior a três milhões de euros? Isso foi harakiri, o flop do século."

Durante anos, Kühne foi visto como um poderoso apoiante, cujo envolvimento deu ao clube margem de manobra essencial em tempos de turbulência económica e desportiva.
Mais recentemente, porém, Kühne foi-se afastando do Hamburgo, também do ponto de vista financeiro: "Estou um pouco frustrado e vou ser muito mais reservado do que até aqui. Fui demasiado pouco crítico."
