Recorde as incidências do encontro
O encontro na Allianz Arena transformou-se numa exibição dos anfitriões, que esmagaram o Union Berlim por 7-0. A grande estrela da noite foi Olise, que recebeu 88 % dos votos dos adeptos na votação para melhor jogador do jogo. Além disso, esta casa atribuiu-lhe a nota máxima possível.
Já é a segunda vez que alcança essa classificação nos últimos três encontros, pois obteve a mesma nota a 10 de setembro na Liga dos Campeões frente ao norueguês Bodo/Glimt (5-0). Assim, conquistou merecidamente o prémio de melhor jogador e levou a bola como recordação.
Até agora, o francês só tinha festejado três golos num jogo durante o amigável deste ano pela seleção frente à Irlanda do Norte (3-1). Frente ao Union marcou aos 43, 73 e 76 minutos, e ainda fez uma magnífica assistência aos 54' para o golo de Harry Kane. Que recital o seu, mais um.
Segundo os dados da empresa Opta, Olise tornou-se o quinto jogador do Bayern desde a época 2004/05 a conseguir somar quatro pontos de contribuição ofensiva num só jogo da Bundesliga.
As estatísticas individuais detalhadas, sobretudo na criação de jogo, demonstram claramente o quanto se destacou no relvado. O ex-Crystal Palace realizou um total de 105 toques na bola e completou 16 conduções progressivas. Além disso, foi muito ativo na construção do jogo, distribuindo oito passes progressivos em 14 tentativas.
Olise, perigo constante
No terço ofensivo do campo encontrou os seus colegas em 35 de 42 ocasiões, com uma excelente eficácia de 83 %, e enviou sete passes precisos para a área de penálti em 14 tentativas. Criou uma ocasião clara, fez dois passes-chave e completou mais dois passes verticais e precisos. O seu índice de assistências esperadas (xA) atingiu o valor de 0,74.
Naturalmente, também foi especialmente perigoso na finalização. Tentou a sua sorte com seis remates, dos quais cinco foram à baliza. Quatro vezes rematou de fora da área e duas de dentro da área de penálti. O seu índice total de golos esperados (xG) fixou-se em 1,15.

Teve também muito sucesso nos duelos individuais, vencendo 11 de 19, com 58 % de eficácia, e completou cinco dribles bem-sucedidos em 12 tentativas. No total, distribuiu 53 passes precisos em 62, com uma eficácia global de 85 %.
Uma exibição individual tão notável não passou despercebida ao treinador Vincent Kompany, que destacou que por detrás de tamanho domínio está, acima de tudo, a ética de trabalho nos treinos. "O talento por si só não te dá golos. O Michael marcou-os porque passou muito tempo a praticar esses remates nos treinos. Há muito trabalho árduo por trás disto", valorizou o técnico belga.

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