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Após marcar presença nas finais de 2023/24, ao serviço dos tunisinos do Espérance de Tunis, e de 2024/25, pela formação da África do Sul, tendo perdido ambas, o técnico, de 53 anos, vai tentar vencer a competição pela primeira vez, após selar hoje o apuramento, na meia-final com o Espérance, sua antiga equipa.
“É um momento histórico para o Sundowns, que tem quatro finais. É um momento que leva o Sundowns para o primeiro lugar do ranking africano. Ganhar ao Espérance dois anos seguidos é uma marca muito importante para o clube. É um orgulho como treinador português marcar de forma tão clara o futebol africano”, disse, em declarações à agência Lusa.
Miguel Cardoso considerou ainda que é difícil, em Portugal, ter-se “noção do nível que é preciso ter para se atingir duas finais consecutivas” da Liga dos Campeões africana e lembrou que é o terceiro treinador a garantir três finais consecutivas.
Além de Miguel Cardoso, o português Manuel José marcou presença nas quatro finais entre 2005 e 2008, ao serviço dos egípcios do Al Ahly, tendo vencido três, e o sul-africano Pitso Mosimane disputou as finais ocorridas entre 2020 e 2022, também pelo Al Ahly, tendo triunfado em duas.
O treinador natural da Trofa prometeu encarar o resto da época com a ambição de conquistar o octacampeonato da África do Sul, numa fase em que o Mamelodi é segundo classificado, a dois pontos do líder Orlando Pirates, mas soma menos dois jogos.
“Agora o foco vira-se para o campeonato. Há sete jogos para se jogar em 21 dias. Não há muitas realidades onde se tenha sete jogos em 21 dias”, vincou.
Depois de finalizado o campeonato, a equipa de Miguel Cardoso vai enfrentar a final da Liga dos Campeões, disputando a primeira mão em Pretória, na África do Sul, em 15 de maio, e a segunda, em 24 de maio, em Marrocos, frente ao FAR Rabat, treinado pelo português Alexandre Santos.
“As equipas marroquinas são muito fortes, todas elas. Têm todas grande historial. As duas mãos acontecem em função da realidade geográfica de África. Para jogarmos no norte de África, temos viagens de 12 horas. A beleza do futebol africano tem essa variabilidade geográfica, em que temos de enfrentar condições climáticas muito diferentes”, realçou
