Análise: Quatro anos após a sua revelação, Gakpo pode voltar a ser o pilar ofensivo dos Países Baixos?

Cody Gakpo em conversa com Ronald Koeman durante o treino dos Países Baixos
Cody Gakpo em conversa com Ronald Koeman durante o treino dos Países BaixosReuters/Jay Biggerstaff

Sensação do Mundial-2022, Cody Gakpo acumulou experiência para regressar como líder ofensivo dos Países Baixos. No entanto, persistem dúvidas quanto à sua capacidade de realmente se mostrar decisivo com os Oranje.

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Há quatro anos, foi uma das revelações do torneio. Cody Gakpo deu nas vistas ao marcar três golos em cinco jogos. No Euro-2024, foi eleito melhor marcador (3 golos). E quanto ao Mundial-2026?

Depois de uma época mediana ao serviço do Liverpool (36 jogos na Premier League, 7 golos e 5 assistências), o jogador não chega propriamente na melhor forma aos Estados Unidos. Isso ficou evidente no primeiro jogo frente ao Japão (1-1). Colocado na ala esquerda, o jogador de 27 anos não conseguiu encontrar o caminho para o golo. Mas talvez consiga mostrar-se mais eficaz no decorrer da competição.

Um jogador capaz de fazer a diferença

Apesar da falta de rendimento nos Reds, o avançado brilhou a nível internacional. Dinâmico e sempre presente pela sua seleção, marcou seis golos e fez três assistências (em todas as competições).

Desta forma, destacou-se entre os seus pares para disputar a competição mundial este ano. Após vários anos de experiência ao mais alto nível, tem argumentos para causar dificuldades às defesas adversárias, mesmo quando estas se fecham em bloco baixo. A sua velocidade e capacidade de explorar a profundidade criam boas situações, que podem alterar o desfecho de um jogo.

O seu jogo frente ao Japão não foi, por exemplo, assim tão mau. Gakpo não marcou, é certo, mas realizou uma exibição em que venceu 10 duelos e tocou três vezes na bola dentro da área adversária (Nota Flashscore de 6,8/10). Realizou ainda 14/18 (78%) passes no último terço. Tudo isto em 85 minutos. Prova de que ainda tem margem para atingir um nível semelhante ao que apresentou nas duas últimas grandes competições internacionais.

A vitória frente à Suécia ou nada?

O grupo F não é propriamente fácil em teoria. Japão, Suécia e Países Baixos têm todos grandes hipóteses de se qualificar. As seleções também podem vacilar. Perante estas possibilidades, os Oranje têm de se destacar.

Gakpo falou recentemente em conferência de imprensa: "Sabemos que temos de conquistar os três pontos para nos qualificarmos. Obviamente, a Suécia conseguiu um resultado muito positivo, o que lhe dá confiança, mas temos de deixar isso de lado e focar-nos no nosso próprio jogo, assim como nos aspetos que ainda precisamos de melhorar".

O jogador terá como missão dar tudo por tudo, ele que pretende "encontrar formas de criar o máximo de ocasiões".

Como líder ofensivo, terá de ser decisivo. Porque, quanto mais o tempo passar, mais as dúvidas vão aumentar. Pelo contrário, se fizer uma grande exibição este sábado, a sua confiança poderá trazer outros sucessos. Seria também o verdadeiro arranque do Mundial dos Países Baixos.