A decisão surge na sequência das críticas provocadas pela decisão da FIFA de suspender a sanção automática de um jogo aplicada a Balogun após o cartão vermelho que viu. O avançado pôde, assim, defrontar a Bélgica nos oitavos de final.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou ter pedido pessoalmente ao presidente da FIFA, Gianni Infantino, que reexaminasse a sanção, o que levantou questões sobre a independência do processo disciplinar.
No final da reunião do Conselho da FIFA, na quinta-feira, em Zurique, a presidente da RBFA e membro do Conselho da FIFA, Pascale Van Damme, declarou que o organismo que rege o futebol iria rever o artigo 27 do seu Código Disciplinar. Este permite suspender a aplicação de uma sanção disciplinar em circunstâncias excecionais.
A alteração proposta será submetida a aprovação na próxima reunião do Conselho da FIFA, em Doha, a 16 de dezembro, informou a federação belga.
"A confirmação pela FIFA de que o artigo 27 será alterado, na sequência do pedido que já tínhamos apresentado em julho, constitui um passo importante. A alteração proposta, acompanhada de uma explicação das circunstâncias específicas do caso Balogun, será submetida em Doha", declarou Van Damme.
A RBFA tinha pedido esclarecimentos à FIFA sobre as circunstâncias que rodearam esta decisão, afirmando não ter recebido explicações satisfatórias sobre a forma como o artigo 27 tinha sido aplicado nem sobre os critérios que iriam reger casos semelhantes.
A RBFA também pediu à FIFA que garantisse que não tinha havido qualquer interferência externa no processo disciplinar, que explicasse as circunstâncias excecionais que justificaram o recurso ao artigo 27 e que garantisse que as associações filiadas teriam o direito de ser ouvidas em futuros processos disciplinares.
Segundo a RBFA, a FIFA respondeu, salientando que todas as decisões eram tomadas com total independência pelos seus órgãos judiciais. Confirmou ainda que os trabalhos com vista à alteração do artigo 27 já estavam em curso.
A federação belga tinha pedido que o caso Balogun fosse incluído na ordem de trabalhos da reunião do Conselho de quinta-feira, ao mesmo tempo que reclamava maior transparência sobre o processo.
