De la Fuente assume candidatura de Espanha: "A nossa primeira ideia é chegar à final"

Luis de la Fuente falou aos jornalistas
Luis de la Fuente falou aos jornalistasGóngora/NurPhoto / Shutterstock Editorial / Profimedia

O selecionador nacional de Espanha mostra-se ansioso pela aproximação do início do Mundial. "Estamos tranquilos e entusiasmados com a chegada do Campeonato do Mundo. Temos vindo a trabalhar há muitos meses e desejamos que não surjam mais contratempos sob a forma de lesões, pois vemos que há muitas."

Luis de la Fuente participou numa conversa na clínica CEMTRO de Madrid e abordou a questão da sobrecarga de jogos. "O calendário é o que é e temos de aceitá-lo enquanto assim for. Para isso existem todos os intervenientes que devem tomar este tipo de decisões, sejam FIFA, UEFA, clubes, federações, jogadores... Que se sentem e avaliem o que é realmente mais conveniente para a saúde. Em primeiro lugar, porque falamos sempre em dar prioridade à saúde do futebolista e isso reflete-se no espetáculo."

Por outro lado, o selecionador de Espanha apresentou possíveis soluções. "Também te digo que há plantéis muito extensos e existe igualmente a possibilidade, em 50 ou 60 jogos, de rodar jogadores. Essa é a única solução que me ocorre neste momento para tentar minimizar o risco de cansaço e fadiga que pode originar determinadas lesões."

Falou ainda sobre os protestos de alguns jogadores ao serem substituídos. "Quando um jogador é substituído e faz gestos ou se queixa, não está a faltar ao respeito ao treinador, mas sim ao colega que vai entrar. É uma questão de educação. No nosso tempo isso não acontecia porque havia mais respeito pela decisão do treinador."

Por outro lado, o espanhol salientou que irá esperar por alguns jogadores. "Cada caso é único e excecional. Ao elaborar uma convocatória, consideramos todos os cenários. Existem jogadores especialistas para atuar em minutos concretos, que têm um talento diferente e entram para resolver um jogo. Há muitos cenários e tentamos cobri-los todos com jogadores que, nesses casos, possam contribuir. Avaliaremos cada situação porque a nossa primeira ideia é chegar à final."

E concluiu. "Mas não são decisões tomadas ao acaso. São decisões fundamentadas, ponderadas e justificadas por esses cenários que temos sempre em conta. Haverá jogadores que terão de esperar e esperamos que ganhem especial importância nessas fases finais."

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