Com apenas 17 anos, o rei do futebol fez dois dos cinco golos da vitória de 5-2 do Brasil sobre a Suécia, país que recebeu o Mundial de 1958. Pelé foi o jogador mais jovem a disputar e balançar as redes numa final de um Mundial.
A Sotheby’s exibirá a camisola número 10 por ocasião do Mundial-2026, que será disputado de 11 de junho a 19 de julho na América do Norte.
A peça poderá ser vista a partir de 1 de julho na nova sede da casa de leilões, o Breuer Building, em Manhattan. A venda receberá licitações de 29 de junho a 16 de julho.
Avaliada em mais de 6 milhões de dólares (5,2 milhões de euros), a camisola de Pelé pode tornar-se uma das mais caras da história do desporto.
A camisola da "Mão de Deus" de Diego Maradona foi vendida por US$ 9,3 milhões (8 milhões de euros na cotação atual) em 2022, um recorde para itens usados em eventos desportivos. O equipamento foi usado pelo craque argentino em 22 de junho de 1986, na Cidade do México, durante a partida dos quartos de final do Mundial, contra a Inglaterra. A Argentina venceu por 2-1 graças a dois golos lendários do jogador, um deles com a mão, validado pelo árbitro.
O recorde foi quebrado alguns meses depois por uma camisola do astro do basquetebol, Michael Jordan, na sua última temporada no Chicago Bulls, vendida por US$ 10,1 milhões (8,7 milhões de euros na cotação atual).
Em comunicado, a Sotheby’s afirma que Edson Arantes do Nascimento presenteou a camisola da final de 1958 ao companheiro de seleção, Dida.
A família de Dida guardou a camisola durante décadas em Maceió, Alagoas. Em 1993, a peça foi doada a um museu, que a leiloou em 2004, quando foi comprada pelo seu atual proprietário.
"The Beautiful Game" (O Jogo Bonito), o leilão organizado pela Sotheby’s para celebrar objetos significativos da história do futebol, também incluirá a braçadeira que Maradona usou na famosa partida dos quartos de final da "Mão de Deus", e peças utilizadas pelo astro argentino Lionel Messi durante alguns jogos.
