- Como é estar aqui ao lado de David Beckham?
- Estar aqui com o David é algo incrível. Sempre fui um grande adepto dele e hoje posso também dizer que ser seu amigo é das coisas mais bonitas que me aconteceram. Quando estava no Milan e se começou a falar da possível chegada do David, havia um enorme entusiasmo no balneário. Todos conheciam o seu profissionalismo e a pessoa que é. Para mim, era ainda mais especial porque jogávamos na mesma posição. Quando chegou foi incrível. Tive a sorte de partilhar com ele o relvado e o balneário. Ensinou-me imenso. Ver como treinava todos os dias, observar o seu comportamento dentro e fora do campo foi uma lição constante. Estar hoje novamente ao seu lado é realmente algo especial.
- Como avalia o primeiro Mundial com 48 seleções?
- Passar de 32 para 48 seleções era um enorme desafio. No fim, porém, penso que todos viram o quão interessante foi. Mais equipas, mais países representados, mais pessoas envolvidas. O futebol une verdadeiramente o mundo e este Mundial provou isso. Correu ainda melhor do que esperava. Assistimos a muitos grandes jogos, várias surpresas como Cabo Verde e Congo, muitos novos talentos a surgir. Tornar o Mundial maior era um desafio, mas na minha opinião foi superado.
- Qual é a melhor recordação dos seus Mundiais?
- Tive a sorte de disputar três Mundiais. Em 2002 tinha vinte anos, estava no início da minha carreira e o Brasil venceu a final frente à Alemanha. Levantar o troféu do Mundial e tornar-me campeão do mundo é a recordação mais bonita da minha vida. Depois joguei o Mundial de 2006. Talvez, por ter vencido em 2002, quase se cria uma dependência da vitória e pensa-se que é normal chegar sempre à final. Tínhamos uma equipa extraordinária. Marquei o meu primeiro golo em Mundiais contra a Croácia no jogo de estreia, mas fomos eliminados nos quartos de final frente à França. Foi aí que percebi o quão difícil é vencer um Mundial. E esse triunfo de 2002 tornou-se ainda mais especial para mim. Por fim, disputei o Mundial de 2010 na África do Sul. Foi uma experiência incrível: um país diferente, pessoas diferentes, um apoio extraordinário. Também nessa edição ficámos pelos quartos de final, frente aos Países Baixos. No geral, o meu percurso nos Mundiais é algo realmente especial.
