Os meios de comunicação locais tinham noticiado que agentes do FBI detiveram Tapia e Toviggino no Aeroporto JFK, de Nova Iorque, na manhã de segunda-feira, antes de embarcarem num voo charter que transportava a seleção da Argentina após a final do Mundial-2026, e solicitaram os dispositivos de Tapia.
O órgão de comunicação Infobae noticiou que as autoridades norte-americanas estão a investigar mais de 300 milhões de dólares em contratos comerciais ligados à AFA, no contexto de um escrutínio mais amplo às finanças do futebol argentino após buscas realizadas em dezembro numa investigação de branqueamento de capitais.
De acordo com uma testemunha no aeroporto, enquanto a equipa argentina se preparava para embarcar no voo, agentes federais interrogaram tanto Tapia como Toviggino durante cerca de 30 minutos, a bordo de um autocarro estacionado na pista.
A federação não revelou a identidade do terceiro elemento convocado pelos tribunais norte-americanos, mas sublinhou que as autoridades dos EUA não visaram nem Tapia nem Toviggino.
"É absolutamente falso afirmar que Claudio Tapia ou Pablo Toviggino foram intimados a depor pela justiça dos Estados Unidos. Também é falso afirmar que os seus telemóveis ou quaisquer outros dispositivos eletrónicos foram apreendidos", declarou a federação em comunicado.
"O documento em causa não impõe qualquer medida pessoal ao Presidente da AFA ou ao seu Tesoureiro, não ordena a sua comparência, não lhes impõe qualquer obrigação processual e não regista qualquer apreensão ou confisco de bens que lhes pertençam", acrescentou o organismo.
