Recorde as incidências do encontro
A equipa orientada por Sonia Bermúdez saiu de mãos a abanar da visita a Londres perante um adversário que desfez o nulo muito cedo, um cenário perfeito para reforçar a abordagem pragmática e sólida de Sarina Wiegman. Custou bastante à Roja encontrar espaços, sobretudo antes do intervalo, embora tenha criado algumas ocasiões que não conseguiu concretizar. Esse 1-0 obrigava a cumprir e, de preferência, com distinção, este sábado.

Bastou um minuto e meio para as anfitriãs se adiantarem no marcador, graças a uma das inúmeras arrancadas de Lucía Corrales pelo flanco esquerdo. A sua condução para ultrapassar linhas foi eficaz e o cruzamento saiu quase perfeito, mas teria ficado apenas como nota de rodapé não fosse a finalização certeira de Edna Imade, que mostrou ter escola de avançada. A antiga jogadora do Granada antecipou-se à marcação e cabeceou para o fundo das redes.
Espanha foi de mais a menos
Apesar do calor intenso, as atuais campeãs do mundo mantiveram o ritmo e empurraram as adversárias para o seu meio-campo, sobretudo pelas alas. O segundo golo esteve perto de surgir num autogolo, mas o resultado curto manteve-se até ao intervalo, ainda que Olha Ovdiychuk tenha ameaçado restabelecer a igualdade com um remate potente ao ferro. No ressalto, Adriana Nanclares quase introduziu a bola na própria baliza.
Atitude não faltava à Espanha, mas era uma tarefa árdua correr e circular a bola com rapidez sob um sol abrasador. Salma Paralluelo, bastante interventiva, provocou o único cartão amarelo (a Alina Savka) durante a primeira parte. A magia, como é habitual, ficou a cargo de Alexia Putellas, que com alguns dribles mostrou toda a sua inteligência e capacidade física. Ainda assim, só se viram alguns lampejos da duas vezes vencedora da Ballon d'Or.
Uma goleada cozinhada em lume brando
Ona Batlle e Vicky López entraram em campo para disputar a segunda parte e a verdade é que o 2-0 surgiu quase de imediato. As protagonistas, no entanto, foram as mesmas do início: passe milimétrico da jogadora do Barcelona, que foi à linha de fundo, e finalização de ponta-de-lança da nigeriana. Era o impulso que as anfitriãs precisavam para acelerar ainda mais e esgotar por completo as visitantes.
A seleção espanhola ameaçou várias vezes chegar ao terceiro, por intermédio de Salma e da recém-entrada Vicky, e acabou mesmo por consegui-lo graças a um excelente cruzamento desta última e ao terceiro cabeceamento certeiro da tarde, agora assinado por Méndez. Outra jogadora do Real Madrid, Eva, foi responsável pelo 4-0 com um remate colocado ao ângulo. Festa rija em solo califa, com o público a deliciar-se com um autêntico festival de golos.
Já na reta final, a referida Vicky López aproveitou uma bola solta para, com uma finta de grande classe, deixar para trás uma defesa e a guarda-redes Daria Keliushyk e fechar a mão-cheia. Aiara Agirrezabala, com apenas 17 anos, teve a oportunidade de se estrear pela seleção principal quando faltavam pouco menos de 15 minutos; Clara Pinedo, a outra preterida no jogo anterior, terá de esperar para concretizar o objetivo de jogar pelas seniores.

