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FPF e Arquivo Nacional inauguram exposição para recordar Mundiais e "sonhar"

O cartaz da exposição
O cartaz da exposiçãoArquivo Nacional da Torre do Tombo

A Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e o Arquivo Nacional inauguraram esta terça-feira uma exposição alusiva às nove participações portuguesas em campeonatos do mundo de futebol para guardar memórias e “sonhar” com uma inédita conquista da competição.

A exposição ‘Deixem-nos Sonhar’, em parceria entre a FPF e a Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas - Arquivo Nacional, e que contempla fotografias e objetos históricos preservados a partir de cada um dos campeonatos do Mundo em que Portugal marcou presença – 1966, 1986, 2002, 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e 2026 -, foi apresentada por personalidades como os antigos internacionais portugueses António Simões e Nuno Gomes e o diretor-executivo da FPF, António Laranjo, na Torre do Tombo, em Lisboa, onde permanecerá aberta ao público até setembro.

Os depoimentos, imagens e objetos que estão nesta sala não dizem que fomos campeões do mundo. Dizem uma coisa mais difícil e verdadeira: dizem que por nove vezes quisemos ser campeões do mundo e em cada uma delas um país inteiro se pôs em causa por uns jogos. Um povo que guarda o que sonhou está, por isso, em condições de voltar a sonhar - entretanto, em 2030, o Mundial vai ser organizado também por Portugal e há esse sonho, que possa ser uma realidade”, declarou o diretor-geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, Luís Santos, explicando o teor da iniciativa.

A perspetiva de exaltar os momentos de História feita pelo futebol português em fases finais de campeonatos do mundo mereceu a satisfação de António Simões, campeão europeu pelo Benfica em 1961/62 e terceiro classificado na história campanha protagonizada no Mundial 1966, no qual garantiu o terceiro lugar, a melhor classificação de sempre da ‘equipa das Quinas’ na competição, precisamente no dia em que se cumprem 40 anos sobre esse feito.

Quando não temos memória, não temos o conhecimento da história, mas mais que isso, perdemos identidade”, salientou Simões, que saudou a iniciativa, tal como Nuno Gomes, que representou Portugal nos Mundiais de 2002 e 2006.

Como costumo dizer, jogar na seleção era praticamente como ir à tropa. Servir o nosso país, o momento de ouvir o hino antes do jogo é, ainda hoje, arrepiante, mesmo nas bancadas, quando o ouço tocar em qualquer estádio pelo mundo fora. Portanto, estou muito honrado por fazer parte deste dia inaugural desta exposição e muito contente pela carreira que tive ao serviço da nossa seleção”, salientou o antigo avançado.

Hoje com 50 anos, Nuno Gomes confessou sentir-se um privilegiado por ter contribuído para vários dos momentos históricos retratados por esta exposição, em virtude de ter representado a seleção AA de Portugal entre 1996 e 2011.

Sou de uma geração em que ainda joguei com Figo ‘e companhia’, que muito fizeram pelo futebol português, e apanho também o Cristiano Ronaldo, numa fase mais avançada. Acho que, principalmente para um avançado, eu ter tido jogadores deste calibre a jogar na mesma equipa é um sinal de que vão existir oportunidades para fazermos golo e foram dois dos melhores futebolistas portugueses, da história do nosso futebol. Foram momentos que devo levar para a vida”, recordou com orgulho o antigo avançado.

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