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Pelo Sporting, Luis Suárez acumulou 45 participações em golos em 53 apresentações na temporada passada. Já Semenyo balançou as redes 21 vezes e fez seis assistências, somando os jogos por Bournemouth e Manchester City — o seu clube atual.
Entretanto, no Mundial-2026, os dois passaram despercebidos na fase de grupos, sem grandes partidas pelas suas respectivas seleções. A disparidade de esquemas entre clube e seleção pode explicar o motivo da queda de rendimento da dupla.

Luis Suárez: craque até no nome
Segundo a Opta, Luis Suárez marcou quase um golo por partida na Liga Portugal na última temporada. Os mais de oito toques na área adversária por jogo e a média de cinco finalizações a cada 90 minutos mostram que o avançado do Sporting tem um poder ofensivo avassalador.
A estatística de 1,6 ocasiões criadas por partida também evidencia que, apesar de ser um homem de referência, o avançado também prioriza servir os seus companheiros de equipa com qualidade graças à sua boa visão de jogo.
Já pela seleção, o atacante soma apenas cinco remates nas três primeiras partidas da Colômbia no Mundial — nenhum deles acertou a baliza adversária. O jejum do atacante pode ser explicado pelo posicionamento adotado no esquema de jogo.
Na Colômbia é diferente

O mapa de calor de Luis Suárez na partida contra o Uzbequistão mostra que, durante os 80 minutos em que esteve em campo, o avançado atuou mais na parte intermediária ofensiva, com pouca participação na área adversária.
Esse é um dos fatores preponderantes para as atuações questionáveis do avançado do Sporting. Os mapas de calor contra Congo e Portugal apresentam praticamente o mesmo comportamento: muita movimentação sem tanta objetividade e presença intensa fora da área adversária, o que representa um grande desafio para Luis Suárez.

Semenyo e a sina do Gana
Antoine Semenyo participou em 13 golos em 17 partidas pelo Bournemouth. Foram esses números que o credenciaram para vestir a camisola do Manchester City a meio da temporada passada. Ao desembarcar no Etihad, o atacante marcou 11 vezes e fez três assistências em 27 jogos.
Já pela seleção, a história do atacante é muito parecida com a de Luis Suárez. A melhor nota Flashscore obtida pelo extremo foi um 6,3 diante do Panamá na jornada de abertura do Mundial-2026. Média baixa, quando comparada à do seu desempenho pelo clube — 7,1.

O mapa de condução da Opta mostra como Semenyo foi uma das principais válvulas de escape do Manchester City na temporada passada. Além do dinamismo, o jogador ofereceu verticalidade à equipa com velocidade, ajudando na progressão.
Como joga nas duas alas, por várias vezes Semenyo foi o grande responsável por quebrar as linhas do adversário para pisar na área contrária. Ao compararmos com o gráfico pela seleção, nota-se o contraste no desempenho.
A estratégia tática do Gana definitivamente não favorece o modelo de jogo de Semenyo. As 21 conduções do atacante não tiveram tanta objetividade na definição. O facto da seleção preferir jogar em bloco baixo, entrega a posse da bola para o adversário impedindo o extremo de acionar o seu principal trunfo, que é a velocidade no ataque.

Somando os três primeiros jogos do Mundial, Semenyo totalizou oito toques na área adversária. Comparando com a partida entre Manchester City e Arsenal, que foi decisiva para as equipas que lutavam pela liderança do Campeonato Inglês, percebe-se que em apenas um jogo praticamente alcança a marca, com sete toques na área oposta.

O mapa de calor do jogador na derrota com a Croácia deixa claro que, além de estar fixo numa das alas do campo, Semenyo tem encontrado grande dificuldade de conduzir a equipa ao ataque, oferecendo um jogo mais controlado no meio-campo, sem muitas pretensões ofensivas.
No duelo da madrugada deste sábado, Luis Suárez e Semenyo terão um embate que vai dar a um dos dois a última oportunidade de mostrar o seu brilho no Mundial-2026.
