Reveja aqui as principais incidências da partida
Internacional luso em 16 ocasiões, entre 2009 e 2018, o ex-guardião, de 44 anos, assume que o desempenho da equipa das quinas ficou aquém da sua “expetativa muito alta” à partida para o torneio em curso nos Estados Unidos, México e Canadá, em virtude do “plantel de luxo”, com alguns dos “melhores jogadores do mundo em determinadas posições”.
“Não conseguíamos explanar todo o nosso talento, todo o nosso futebol. Pareceu-me uma equipa com falta de alegria no jogo. Estamos a disputar um campeonato do mundo, sabemos que somos uma grande equipa. (…) Estou a falar da alegria no jogo, de ser uma equipa positiva, de ser uma equipa com audácia em determinados jogos, nomeadamente no jogo que acabou por nos afastar do campeonato do mundo”, realça, em declarações à Lusa.
Presente na África do Sul, no Mundial-2010, prova em que Portugal foi eliminado nos oitavos de final, também diante de la roja, pelo mesmo resultado (1-0), Beto Pimparel lembra que a seleção espanhola de então, campeã mundial nesse ano, era “potentíssima e fortíssima”, tendo vencido com um golo de David Villa, aos 63 minutos, que seria hoje invalidado, pela posição irregular do avançado.
Sem querer comparar as representações lusas de 2010 e de 2026, porque estão em causa “estilos de jogo completamente distintos”, o antigo guarda-redes de FC Porto, Sporting, SC Braga, Leixões e Sevilha refere que, neste ano, Portugal só foi “uma equipa autoritária” na goleada ao Uzbequistão (5-0) e nos primeiros 25 minutos do triunfo sobre a Croácia (2-1), nos 16 avos de final.
“Temos jogadores com talento extraordinário que não o conseguiram colocar em prática. Não sei se isso se deveu a algum ‘amarramento’ tático ou não. Na maior parte do tempo, não senti uma equipa autoritária, que queria mandar no jogo, vertical, intencional”, descreve.
Também presente no Mundial-2014, no qual realizou dois jogos, e no Mundial-2018, Beto Pimparel crê que o guarda-redes Diogo Costa, de 26 anos, foi “o melhor elemento da seleção nacional”, facto que comprova o seu estatuto como jogador “de topo” na baliza, com “qualidade e maturidade muito acima da média”, mas também as dificuldades evidenciadas pela seleção orientada por Roberto Martínez.
“Há muito por investigar sobre o porquê de uma seleção com tanto talento, com tanta qualidade ofensiva, com tantos jogadores que deveriam olhar para a frente, ter como melhor elemento o guarda-redes. Há um apuramento em setembro para a Liga das Nações. Primeiro é refletir e depois virar a página. (…) Há que fazer o luto agora, refletir e continuar em frente”, realça.
O Mundial-2026, o primeiro com 48 seleções, decorre até 19 de julho, nos Estados Unidos, no México e no Canadá.
