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"Quando eu me expresso para apoiar Christophe Gleizes, não o faço em meu nome pessoal, faço-o enquanto presidente da Federação, ou seja, com isso comprometo toda a gente", declarou Diallo esta terça-feira na France Inter.
"Depois, também é preciso ser coerente: por vezes criticam os nossos jogadores por se envolverem em assuntos que não são desportivos. E dizem-lhes: 'Mas por que falam sobre temas de natureza mais política?'", acrescentou.
"Na liberdade de expressão, também existe a liberdade de não se expressar. O que digo é que o futebol francês está empenhado na libertação de Christophe Gleizes e que, no ponto em que estamos, e perante a dificuldade deste caso, que está igualmente a ser acompanhado pelo governo francês, é necessário agir com extrema diplomacia para conseguir convencer o governo argelino a mostrar clemência para com este jornalista", considerou ainda o presidente da FFF.
Diallo tinha lançado, no início de junho, antes do Mundial e em nome da Federação Francesa, um apelo à clemência das autoridades argelinas para Christophe Gleizes.
No entanto, a família do repórter lamentou no sábado que as grandes estrelas do futebol francês "não se envolvam" para conseguir a sua libertação. Convidados do programa C dans l'air, na France 5, a mãe e o padrasto do jornalista confirmaram ter enviado mensagens a Kylian Mbappé, Karim Benzema, Zinedine Zidane a pedir-lhes um apoio oficial, sem resposta.
"Não quero expressar-me em nome destes jogadores, cabe-lhes a eles falar ou não falar e, quando o faço, de certa forma, também o faço por eles", reiterou Diallo esta terça-feira na France Inter.
Christophe Gleizes foi condenado a sete anos de prisão por "apologia do terrorismo" após uma reportagem em 2024 sobre o clube de futebol Jeunesse sportive de Kabylie (JSK). Espera agora obter um indulto presidencial.
