Uma senadora paraguaia afirmou, sobre o capitão da equipa de França de futebol, que "esse idiota nem sequer aprendeu a escrever. Em vez de mamar leite materno, mamava cocos, e os seres mais instruídos que alguma vez ouviu foram chimpanzés"; o antigo chefe do governo espanhol Mariano Rajoy classificou os Bleus como uma equipa "sem franceses"; um influenciador norte-americano, IShowSpeed, foi alvo de insultos racistas por parte de adeptos argentinos; futebolistas neerlandeses de pele negra foram insultados nas redes sociais por terem falhado grandes penalidades.
O Conselho Nacional dos Direitos Humanos do Brasil denunciou "a existência de um padrão transnacional de racismo estrutural, discriminação racial e discurso de ódio observado ao longo do Mundial-2026", num comunicado enviado à AFP.
Exorta a ONU e a FIFA a agirem para que os países anfitriões (Estados Unidos, México e Canadá), as equipas participantes e a própria entidade dirigente do futebol investiguem estes incidentes e adotem medidas.
A sua presidente, Ivana Leal, citou dados do próprio sistema de monitorização da FIFA: só na fase de grupos, foram analisadas mais de 6 milhões de publicações nas redes sociais, das quais 89.000 continham conteúdos considerados insultuosos, incluindo milhares de mensagens de teor racista.
Este número é 13 vezes superior aos casos registados durante a edição de 2022 no Catar.
"O Mundial reúne milhões de pessoas e deveria representar o encontro entre povos e culturas", considerou a Sra. Leal, lamentando que o racismo "continue a ser um desafio mundial" para os direitos humanos.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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