O maior responsável pela quebra do jejum é o Flamengo, que colocou quatro jogadores na lista de Carlo Ancelotti: Alex Sandro, Danilo, Léo Pereira e Lucas Paquetá. Weverton (Grémio), Danilo Santos (Botafogo) e Neymar (Santos) completam o grupo dos sete.
Desde 2002, a Seleção Brasileira teve apenas três jogadores do futebol nacional em quatro ocasiões: 2006, 2010, 2018 e 2022. Em 2014, foram quatro.
Vale lembrar que o número de convocados para o Mundial subiu de 23 para 26 em 2022. Ainda assim, o contraste na proporção é evidente. A porcentagem de "brasileiros" na lista saltou de 13% nos anos citados (17% em 2014) para quase 27% em 2026.
Em outras palavras, a representatividade do futebol nacional na Seleção dobrou. O crescimento em 2026 ressignifica o peso dos clubes brasileiros para os jogadores e reflete o novo patamar financeiro de alguns gigantes, com destaque para o Flamengo.

Apesar do entusiasmo pelo número, nenhum convocado do país chega ao Mundial com estatuto de titular. Alex Sandro luta pela vaga na lateral esquerda com Douglas Santos, enquanto o caso de Neymar é uma incógnita. Os outros devem começar no banco.
Em 2002, mesmo com a maioria na lista, só três titulares da final jogavam no futebol brasileiro: Marcos, Gilberto Silva e Kléberson. Dos 10 convocados de fora do país, apenas Júnior e Denílson eram suplentes.

Convocados do futebol brasileiro nos últimos Mundiais:
• 2026: 7 (Alex Sandro, Danilo, Danilo Santos, Léo Pereira, Lucas Paquetá, Neymar e Weverton)
• 2022: 3 (Everton Ribeiro, Pedro e Weverton)
• 2018: 3 (Cássio, Fagner e Geromel)
• 2014: 4 (Fred, Jefferson, Jô e Victor)
• 2010: 3 (Gilberto, Kléberson e Robinho)
• 2006: 3 (Mineiro, Ricardinho e Rogério Ceni)
• 2002: 13 (Anderson Polga, Belletti, Dida, Edilson, Gilberto Silva, Juninho Paulista, Kaká, Kléberson, Luizão, Marcos, Ricardinho, Rogério Ceni e Vampeta)
