Depois da vitória no segundo escalão, a equipa beirã começou a época com o treinador madeirense Ivo Vieira ao leme e iniciou a prova com uma derrota no reduto do SC Braga, por 3-0.
Num início difícil, o Tondela não conseguiu reagir de imediato, tendo conquistado o primeiro ponto à quarta jornada, em casa, face ao Estoril Praia, num empate 2-2, e o primeiro triunfo à sétima, na deslocação ao Santa Clara (2-1).
Os maus resultados e exibições acabaram por ditar a saída do madeirense Ivo Vieira, após a 11.ª jornada, mais precisamente da derrota por 1-0 na receção ao Vitória SC, na altura, sob os comandos de Luis Pinto, que tinha levado o Tondela de regresso ao futebol de elite.

O italiano Cristiano Bacci estreou-se à 12.ª jornada com uma vitória por 1-0 em casa do Gil Vicente e conseguiu o primeiro triunfo em casa face ao Arouca (3-1), com quem fechou o campeonato com uma derrota por números idênticos, já sob o comando de Gonçalo Feio, não conseguindo, desta vez, salvar-se na última ronda.
O lisboeta, que se estreou no campeonato português, depois de um longo percurso no futebol polaco, chegou à equipa beirã a oito jogos do final da época, mas ainda a tempo de proporcionar o melhor momento da época, duas vitórias seguidas, na 32.ª (deslocação ao Casa Pia por 1-0) e na 33.ª (receção ao Moreirense, 2-0).
O Tondela passou quase toda a época em 17.º lugar, em zona de despromoção direta, e foi aí que acabou, após o pior ano desportivo no futebol cimeiro português.

Um ano em que o guarda-redes brasileiro Bernardo Fontes foi várias vezes o homem do jogo, até por ter impedido derrotas estrondosas ao Tondela.
A par de Bernardo Fontes, também brilharam Cícero e Bebeto, dois dos jogadores mais consistentes ao longo da época, assim como Tiago Manso e ainda Rodrigo Conceição, que chegou no mercado de inverno e foi crescendo até à última jornada.
O Tondela fechou o campeonato com 28 pontos e na 17.ª posição, caindo pela segunda vez da Liga para a Liga 2, como em 2021/22, também face a um 17.º lugar.
