Austrália 1-1 Egito

Um excelente remate de longa distância do australiano Cristian Volpato embateu na trave logo aos cinco minutos, no Texas, e, quase de seguida, apenas um corte providencial de Rami Rabia impediu que Jordan Bos inaugurasse o marcador, após este ter corrido isolado perante a defesa egípcia. Contudo, na primeira tentativa enquadrada à baliza, aos 13 minutos, o Egito adiantou-se no marcador, com Emam Ashour a aparecer ao segundo poste para finalizar um cruzamento milimétrico de Karim Hafez. Embora a Austrália tenha começado a encontrar o seu ritmo mais rapidamente, o Egito parecia mais incisivo no ataque.
À meia hora de jogo, os Socceroos ainda não tinham conseguido um remate à baliza e, quando Aziz Behich finalmente o fez, Mostafa Shobeir mostrou-se à altura. O domínio na posse de bola e a realização de mais de 100 passes adicionais refletiram a supremacia egípcia, embora Mo Salah se mantivesse periférico à medida que o intervalo se aproximava. Os Faraós ainda estavam por cima quando o apito soou, deixando Tony Popovic com muito que pensar antes do reatamento.
Decorridos 10 segundos da segunda parte, Omar Marmoush ficou isolado, mas o egípcio não conseguiu sequer acertar na baliza. Pouco depois, num ataque australiano, Connor Metcalfe subiu ao segundo poste, mas acabou por atingir Mohamed Hany em vez de direcionar a bola para a baliza. O jogo de Hany piorou de seguida, quando desviou para a própria baliza um cruzamento brilhante na sequência de um livre australiano.
As oportunidades flagrantes escassearam a partir daí, até que o Egito reagiu e pressionou a baliza dos Socceroos nos minutos finais. Patrick Beach fez uma defesa incrível, com uma mão, para negar o golo ao cabeceamento potente de Ramy Rabia, antes de Harry Souttar bloquear o remate de Haisem Hassan para garantir que a partida seguisse para prolongamento.
Na primeira ocasião de golo de Salah no encontro, o avançado disparou por cima estando bem posicionado, e o jogo voltou a adotar um padrão familiar a partir daí. O tempo extra não trouxe muito trabalho para os guarda-redes, embora, a dois minutos do fim, Mathew Ryan tenha substituído Beach entre os postes, sem dúvida com o objetivo de realizar alguma proeza no desempate por penáltis. Souttar atirou o primeiro pontapé para fora, oferecendo ao Egito, que tinha perdido os seus últimos quatro desempates, uma vantagem imediata, a qual nunca pareceu disposta a abdicar. A audaz panenka de Salah simbolizou a crença da equipa, e o erro do jovem de 18 anos Lucas Herrington para a Austrália deu a Hossam Abdelmaguid a oportunidade de decidir o jogo, o que fez com serenidade, garantindo a qualificação para os oitavos de final.

