"Fixar arbitrariamente preços elevados e exigir que a FIFA assuma o custo é algo sem precedentes", considerou em comunicado o diretor de operações do Mundial-2026, Heimo Schirgi, sublinhando que "nenhum outro organizador de evento mundial, concerto ou grande manifestação desportiva foi confrontado com tal exigência".
O "modelo tarifário" da empresa de transportes públicos New Jersey Transit, que multiplicou por dez o preço do bilhete de comboio para a competição, "terá um efeito dissuasor" e "este aumento das tarifas empurra inevitavelmente os adeptos para outros meios de transporte", acrescentou.
A viagem entre a estação Penn Station e o estádio, com cerca de trinta quilómetros, demora aproximadamente meia hora.
A nova governadora democrata do Estado de Nova Jérsia, Mikie Sherrill, afirma que a FIFA, que prevê arrecadar 11 mil milhões de dólares com o Mundial, "deveria assumir os custos de transporte dos seus adeptos".
"A FIFA deverá gerar cerca de 11 mil milhões de dólares em receitas, e não em lucros como afirma erradamente a Governadora", prosseguiu o Sr. Schirgi, sublinhando que o organismo mundial é uma "organização sem fins lucrativos" e que as receitas do Campeonato do Mundo "são reinvestidas no desenvolvimento do futebol, especialmente para os jovens e as mulheres, em todo o mundo".
Com o seu comunicado, a FIFA divulgou uma "amostra" dos preços dos bilhetes de comboio ou metro noutras cidades-anfitriãs, que variam entre 1,25 e 15 dólares. No entanto, em algumas cidades, como Atlanta ou Filadélfia, o estádio fica perto do centro.
