Mundial-2026: Frenkie de Jong em forma lidera seleção dos Países Baixos com "maior potencial"

Frenkie de Jong no treino dos Países Baixos
Frenkie de Jong no treino dos Países BaixosMARCEL VAN DORST / NURPHOTO / NURPHOTO VIA AFP

Para os Países Baixos, jogar sem o médio talismã Frenkie de Jong tornou-se algo habitual nos últimos dois anos, mas a equipa é sempre melhor com ele no onze.

O jogador de 29 anos tem lidado com uma sucessão de pequenas lesões, nomeadamente um problema no tornozelo que o afastou do Euro-2024 e, mais recentemente, uma rotura muscular que o impediu de participar nos dois últimos jogos internacionais em março.

O seu registo de 64 internacionalizações poderia ser muito superior não fossem estes contratempos, e os neerlandeses aguardam ansiosamente um Frenkie de Jong em plena forma para o Mundial no Canadá, México e Estados Unidos.

De Jong é o motor da equipa, dita o ritmo do jogo e orienta o fluxo e a direção a partir da sua posição recuada no centro do meio-campo. Os seus passes incisivos acrescentam uma dimensão extra à capacidade ofensiva dos Países Baixos.

Não admira que, quando falhou alguns jogos pelo Barcelona enquanto o clube revalidava o título da LaLiga no mês passado, a preocupação com a sua disponibilidade tenha aumentado novamente, embora o selecionador dos Países Baixos, Ronald Koeman, tenha agido rapidamente para acalmar qualquer ansiedade.

"Não estamos preocupados, embora tivesse sido melhor se ele tivesse jogado", afirmou Koeman.

"Foi o período mais difícil da minha vida"

De Jong já participou em dois grandes torneios, mas falhar o Euro-2024 na Alemanha foi um duro golpe. A lesão no tornozelo obrigou-o a ficar quase meio ano afastado da competição.

"Para alguém como eu, isso é uma eternidade. Foi o período mais difícil da minha vida", disse.

"Falhei alguns jogos no Ajax em 2018, precisamente quando o Ronald Koeman estava prestes a convocar-me para a seleção nacional. Ele estava mesmo no treino quando aconteceu. Tentei bloquear uma bola e caí mal, rompi os ligamentos do outro tornozelo. Mas isso não foi nada comparado com esta lesão", afirmou.

De Jong regressou para ajudar os Países Baixos a garantir a qualificação para o Mundial e, no mês passado, tornou-se o jogador neerlandês com mais jogos pelo Barcelona (293), o que demonstra o seu valor para o clube, que já contou com uma longa lista de grandes nomes, de Johan Cruyff e Johan Neeskens a Patrick Kluivert e Koeman.

Este Mundial é uma oportunidade para De Jong conquistar um novo lugar entre os maiores futebolistas do seu país.

"Ainda tenho mais vontade de estar presente e de tirar o máximo partido disso. Desde que estou na seleção dos Países Baixos, penso que agora temos o plantel com mais potencial. Mas também temos de garantir que nos tornamos a melhor equipa", disse De Jong.

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