Mundial-2026: Ivkovic diz que Portugal e Croácia visam oitavos com cautela

Portugal e Croácia voltam a encontrar-se
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Portugal e Croácia vão defrontar-se de forma cautelosa nos 16 avos de final do Mundial-2026 de futebol, na quinta-feira, perspetiva o antigo guarda-redes croata Tomislav Ivkovic, acreditando que os balcânicos têm melhorado e os lusos estão instáveis.

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Uma e outra equipa têm bons atletas. É um jogo imprevisível e um golo cedo pode mudar a sua trajetória e torná-lo diferente do normal, até porque acho que nenhuma equipa arriscará 100%. É claro que vão jogar para ganhar, mas não só a pensar nisso”, afirmou à agência Lusa o ex-guarda-redes, de 65 anos e totalista no Campeonato do Mundo de 1990 pela já dissolvida Jugoslávia, da qual a Croácia se tornou independente em 1991.

Portugal, detentor da Liga das Nações, e Croácia medem forças na quinta-feira, às 19:00 locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá, nos 16 avos de final do Mundial-2026, fase inédita na história da prova, disputada pela primeira vez por 48 seleções.

O vencedor vai ter pela frente nos oitavos a campeã europeia Espanha, vencedora em 2010 e finalista derrotada da última Liga das Nações, ou a Áustria, que alinham no mesmo dia em Inglewood, nos Estados Unidos.

Com a qualidade que cada seleção tem, este jogo aparece muito cedo. É uma pena, mas, infelizmente, com o novo formato do Campeonato do Mundo, tem de acontecer agora. Este caminho (dentro da fase a eliminar) é complicado, porque quem passar deve encontrar a Espanha, que é uma das melhores equipas. Agora, já se sabe como é no futebol e no desporto: se queres conquistar algo, tens de ganhar a bons adversários”, enquadrou.

Com passagens pelas balizas de Sporting, Estoril Praia, Vitória FC, Belenenses e Estrela da Amadora, Tomislav Ivkovic sente que Portugal e Croácia chegam às eliminatórias em momentos diferentes, após fecharem os Grupos K e L da primeira fase no segundo lugar, com cinco e seis pontos, atrás de Colômbia e Inglaterra, campeã em 1966, respetivamente.

A Croácia está melhor de jogo para jogo. Portugal não está tão bem como eu estava à espera e a situação da equipa não me parece tão boa como antes. Agora, a gente fala muito e diz que isto e aquilo não prestam, mas, quando se ganha, todos se esquecem disso e olham em frente”, alertou.

Os lusos vêm de um empate frente à Colômbia (0-0), antecedido de outra igualdade com a República Democrática do Congo (1-1) e de uma vitória sobre o estreante Uzbequistão (5-0), enquanto os balcânicos entraram a perder diante da Inglaterra (4-2), seguindo-se os triunfos face ao Panamá (1-0) e ao Gana (2-1), do antigo selecionador português Carlos Queiroz.

A Croácia tem jogadores a atuarem em grandes clubes, tal como Portugal. A equipa está bastante ligada e é diferente das outras, pois tem um futebol próprio. Pode ser um pouco mais lenta, mas não é fácil defrontá-la quando consegue controlar o jogo com a bola. Portugal apresenta uma equipa parecida e atletas com mais velocidade, mas também de alto nível”, disse.

Técnico de guarda-redes da Croácia entre 2004 e 2006, Tomislav Ivkovic sente que o jogo “vai marcar a trajetória” e impulsionar os lusos, que têm um “meio-campo ótimo e extremos rápidos”, ou os balcânicos, finalistas derrotados em 2018 e terceiros classificados em 1998, na estreia como país independente, depois das oito participações como Jugoslávia, e 2022.

A Croácia alinhou uma vez com três defesas centrais e nunca mais voltou a essa estrutura tática, porque não é o seu estilo de jogo habitual e todos os resultados bons foram conseguidos em ‘4-2-3-1’ ou ‘4-3-3’. O treinador Zlatko Dalic arriscou no primeiro jogo, até por não ter muito a perder, e deu oportunidade a alguns jogadores para ver como reagiam. Essa partida frente à Inglaterra mostrou as situações em que eles estão menos bem e bem”, aferiu o ex-adjunto do Sporting.

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