Mundial-2026: Japão e Tunísia escreveram página 1.000 da história dos Mundiais

Japão goleou e eliminou a Tunísia
Japão goleou e eliminou a TunísiaREUTERS/Daniel Becerril

O 4-0 do Japão à Tunísia foi este domingo o jogo 1.000 da história do Campeonato do Mundo de futebol, a mais mediática competição do desporto, iniciada há 96 anos, no Uruguai.

Recorde as incidências do encontro

Desde 13 de julho de 1930, dia 1 da primeira edição do Mundial, são mil os jogos disputados na competição, que se realizou, desde então, de quatro em quatro anos, com exceção do período da II Guerra Mundial (1939 a 1945), que inviabilizou as edições de 1942 e 1946.

Competição que só tem par nos Jogos Olímpicos, a mais importante prova do desporto, o Mundial de futebol já consagrou oito países e uma imensidão de jogadores, de Pelé a Lionel Messi, passando, claro, por Diego Armando Maradona.

O Brasil é, coletivamente, o rei da prova, com os seus cinco títulos (1958, 1962, 1970, 1994 e 2002), enquanto a Alemanha, que já foi RFA, é tetracampeã (1954, 1974, 1990 e 2014), como a Itália (1934, 1938, 1982 e 2006), grande ausente da 23.ª edição.

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A detentora do troféu Argentina, com três cetros (1978, 1986 e 2022), e o Uruguai (1930 e 1950) e a França (1998 e 2018), ambos com dois, também têm mais do que uma conquista, enquanto a Inglaterra (1966) e a Espanha (2010) ganharam uma vez.

O Mundial consagrou seleções e também individualidades, não sendo por acaso que aqueles que são considerados, pela maioria, os melhores da história do futebol, já se consagraram na mais importante das competições.

O brasileiro Pelé, apelidado como o rei, é o único tricampeão mundial (1958, 1962 e 1970), enquanto o argentino Diego Armando Maradona fez um ‘solo’ inesquecível em 1986, incluindo um golo com a mão de Deus e o melhor dos Mundiais num só jogo, à Inglaterra.

Mais recentemente, foi a vez de outro argentino, Lionel Messi, ter a consagração definitiva num Mundial, em 2022, mas numa aventura que ainda não acabou, como se viu na sua estreia em 2026, coroada com um hat-trick.

Em 1.000 jogos, muitas lendas e histórias se criaram, bastando ver a dimensão mundial que teve, nos últimos dias, a exibição do guarda-redes cabo-verdiano Vozinha, do Desportivo de Chaves, da Liga 2, do anonimato ao estrelado após uma grande exibição frente à Espanha.

E, certamente, muitas mais irão aparecer, numa prova em que já se festejaram 2.829 golos.

O Brasil, com 241 golos, é o mais que mais marcou, seguido, por perto, pela Alemanha, com 239, enquanto, individualmente, o alemão Miroslav Klose foi alcançado já em 2026 por Lionel Messi, somando ambos 16.

Os canarinhos, únicos que marcaram presença em todas as fases finais, têm também o recorde de jogos disputados, com 116, contra 113 da Alemanha, com Messi a ser, por seu lado, o jogador que cumpriu mais encontros, num total de 27.

A edição 2026, que arrancou em 11 de junho, já leva 36 jogos disputados, para juntar aos 964 realizados de 1930 a 2022, mas ainda faltam 68, para um total de 104, um recorde absoluto, depois dos 64 registados consecutivamente de 1998 a 2022.

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