Mundial-2026: Lionel Messi e os seus "amigos" têm encontro marcado com a Áustria

Lionel Messi sorridente no treino da Argentina
Lionel Messi sorridente no treino da ArgentinaReuters

Enquanto Portugal se divide em torno de Cristiano Ronaldo, gigante tornado incómodo, a Argentina aposta no lema "um por todos, e todos por Messi": a megastar, descrita como altruísta, prepara o próximo compromisso do Mundial-2026 frente à Áustria, esta segunda-feira, rodeado pelos seus "amigos" e fiéis companheiros.

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O recital inaugural do avançado de 38 anos, autor de um hat-trick frente à Argélia (3-0), confirmou que é a arma letal dos campeões do mundo em título e uma figura tão incontestável quanto adorada no balneário.

"Se alguns pensavam que esta equipa se sairia melhor sem o Leo, ficou hoje claro que o Leo é o mais importante de todos", afirmou o médio Alexis Mac Allister.

Lionel Messi com a Albiceleste é esse astro brilhante em torno do qual gravita um exército de operários discretos, dez soldados dedicados que cresceram a idolatrá-lo.

"É o meu ídolo desde criança. Obviamente, queres retribuir-lhe, tentar coordenar os movimentos, criar essa química", afirmou Julián Alvarez (26 anos), um dos seus parceiros de ataque, numa entrevista à DAZN.

"Ele faz-te querer ir para a guerra se te pedir", resumiu de forma mais direta Rodrigo De Paul, a sua sombra na seleção e no Inter Miami.

"Um grupo de amigos"

Muitas vezes coberto de glória no Barcelona, mas durante muito tempo frustrado e sem títulos com a Argentina, Messi vive atualmente uma fase de felicidade no ecossistema criado para si pelo selecionador Lionel Scaloni. Companheiro do número 10 na sua primeira aventura mundialista, em 2006, o técnico quarentão esforça-se por colocar sempre o avançado nas melhores condições em campo, rodeado de colegas que o procuram nas posições mais favoráveis.

Esse plano de batalha foi visível no primeiro golo frente à Argélia: Rodrigo De Paul, ainda no seu meio-campo, fez um passe em profundidade para o capitão que, escondido entre as linhas média e defensiva, encontrou o espaço necessário para desferir um remate de pé esquerdo.

Além dos aspetos táticos, Scaloni explica em parte a felicidade atual do octocampeão da Bola de Ouro pela fraternidade existente no seio da equipa.

"Ele joga com um grupo de amigos, com pessoas que vão dar tudo por ele, talvez seja isso", afirmou o líder da Albiceleste, elogiando, por sua vez, a simplicidade do seu número 10: "Todos o veem como um líder, mas também como o rapaz do bairro, o amigo da rua. Quando precisam de lhe falar, podem simplesmente abordá-lo, e é realmente difícil explicar aquilo que ele transmite."

Frescos murais e muralha austríaca

Uma configuração destas não está isenta de riscos: o que acontecerá em caso de lesão ou quebra de forma do favorito? Até agora, de qualquer modo, Lionel Messi cumpriu e prolongou a sua lenda, enchendo de alegria todo um povo de adeptos apaixonados.

"É incrível, estamos mesmo a sair-nos muito bem, mas a expectativa é sempre a mesma: ganhar, arrasar, que a equipa jogue bem, e simplesmente ver o melhor jogador do mundo, como sempre", afirmou um adepto vindo de Mendoza, Agustin Marin, no sábado à AFPTV, em frente a um mural com a imagem do seu herói, recentemente inaugurado em Dallas.

É nos arredores da cidade texana, em Arlington, que Messi e o seu grupo vão tentar prolongar o início de sonho, na segunda-feira (18:00). Será frente a uma equipa da Áustria conhecida pelo seu pressing sufocante e pela sua solidez defensiva, dois pilares prioritários para o selecionador Ralf Rangnick.

Na primeira jornada, o capitão David Alaba e os seus colegas venceram a Jordânia por 3-1.