Mundial-2026: "Contra os mexicanos é uma final para nós, vamos dar tudo", diz Michal Sadílek (República Checa)

Darida e Sadílek têm pela frente um duelo verdadeiramente exigente
Darida e Sadílek têm pela frente um duelo verdadeiramente exigenteReuters/Brett Davis

O médio Michal Sadílek (27 anos) tem consciência de que os futebolistas checos vão enfrentar um verdadeiro inferno no último jogo do grupo do Mundial-2026, frente ao anfitrião México, na capital do país. O médio do Slavia de Praga considera o duelo no estádio do coorganizador do torneio, onde a seleção checa tentará evitar a eliminação, como o maior desafio possível. Escreveu isso no seu diário no Facebook da seleção checa.

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A seleção checa soma apenas um ponto após dois jogos do grupo – primeiro perdeu 1-2 com a Coreia e depois empatou 1-1 com a África do Sul.

"Ainda estamos todos muito desiludidos por não termos conseguido levar até ao fim, com vitória, nem o segundo jogo que começámos bem. É uma pena, mesmo com uma vitória teríamos mais tranquilidade interior. Agora espera-nos provavelmente o maior desafio possível: vencer no México. Vamos fazer tudo para conseguir e continuar no torneio", afirmou Sadílek, que está com a equipa a preparar-se na base perto de Dallas.

A República Checa precisa de vencer para passar à fase a eliminar, enquanto os mexicanos já garantiram o primeiro lugar do grupo.

"Já há uma semana, em Guadalajara (contra a Coreia), percebemos como o México vive este torneio. Agora vamos defrontar a sua equipa e, no lotado Estádio Azteca, espera-nos um autêntico caldeirão verde. Por outro lado, é por jogos destes que sonhamos, todos querem viver algo assim. É precisamente para estes momentos que se joga futebol", considerou Sadílek.

"Eles estão em euforia, têm duas vitórias, o país inteiro está em festa. Não haveria nada mais bonito do que triunfar lá. O que poderia ser maior neste torneio? Temos uma tarefa difícil pela frente, mas continuamos na luta pelo apuramento. Complicámos a situação, mas já não há margem para recuar e vamos deixar tudo no Estádio Azteca. No México espera-nos um inferno, mas vamos lutar por isso", acrescentou Sadílek.

No empate com os sul-africanos, marcou logo no início o único golo da equipa checa. "Nem me lembro bem do que me passou pela cabeça. Marcar um golo num Mundial é algo com que talvez nem sonhes em criança. Por outro lado, acredito que ainda vou viver momentos tão fortes na carreira", disse Sadílek.

"Assim que cheguei ao estádio em Atlanta, lembrei-me dos torneios de jovens em Čadca, na Eslováquia, para onde íamos em miúdos com o Slovácko. Jogávamos lá numa bolha insuflável, em relvado sintético, o estádio de Atlanta também tinha o teto fechado e o relvado híbrido de longe fazia lembrar um pouco o sintético. Por isso, depois do golo, tive um déjà vu e recordei parcialmente os tempos de juventude", contou Sadílek.

O médio está convencido de que a equipa checa vai aprender com os dois primeiros jogos do torneio. "Em ambos os jogos estivemos em vantagem, o que é um excelente ponto de partida, mas no fim temos apenas um ponto conquistado. Tem de servir de lição para sermos ainda mais ativos e talvez não pensarmos apenas no resultado momentâneo, mesmo que favorável. Agora temos de avaliar tudo corretamente e já estamos focados no que vem a seguir. Concentração máxima, foco absoluto, não deixar que nada nos desconcentre. É assim que vamos estar preparados. Temos de apresentar uma exibição de topo", sublinhou Sadílek.