Cerca de duas mil lojas foram afetadas e a interdição deve durar pelo menos duas semanas, período em que os auditores fiscais farão a triagem gradual e a análise da procedência das mercadorias.
A coordenadora da megaoperação realizada esta segunda-feira, a auditora da Receita Federal (autoridade tributária e aduaneira do Brasil) Fernanda Avendanha, afirmou que o foco “é o combate à mercadoria falsificada, principalmente produtos ligados ao desporto por conta da época do Mundial".
Avendanha disse ainda que "produtos proibidos, como cigarros eletrónicos, além de eletrónicos que entram no país de forma irregular" também são alvo da fiscalização da Receita Federal.
A devolução dos produtos retidos pelo órgão tributário e aduaneiro do Brasil está condicionado a comprovação, por parte dos lojistas, de notas fiscais que revelem a origem lícita das mercadorias.
A Associação dos Lojistas do Brás (Alobrás) afirmou, em comunicado à imprensa local, que acredita que a ação da Receita Federal está relacionada com o período pré-Copa do Mundo, “de forma a coibir a comercialização de artigos relacionados às seleções”.
A Alobrás salientou que não corrobora com a comercialização de produtos falsificados.
A megaoperação da Receita Federal ocorre no mesmo dia em que o técnico da Seleção Brasileira de Futebol, Carlo Ancelotti, anuncia os convocados para o Mundial-2026 , que vai decorrer de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, no Canadá e no México.
Em junho do ano passado, o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR, na sigla em inglês) anunciou a abertura de uma investigação comercial contra produtos falsificados comercializados em São Paulo.
O documento aponta a região do Brás e da Rua 25 de Março, no centro da capital Paulista, como um dos maiores mercados de produtos falsificados e pirateados do mundo.
