Foram os golos decisivos de Brolin, os não menos decisivos de Kennet Andersson e Martin Dahlin, as defesas e aquele lance de passar a bola por trás das costas de Thomas Ravelli, as camisolas amarelas vibrantes e o futebol desconcertante que terminou no terceiro lugar.
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Estávamos em 1994, nos EUA, e agora, 32 anos depois, chegou a hora de os suecos voltarem a um lugar onde foram muito felizes. Pelo menos em duas ocasiões, já que dois dos jogos da fase de grupos serão em solo norte-americano. O outro será em Guadalajara, no México.
Para chegarem aqui, os suecos bateram a Ucrânia nos playoffs por 3-1 e, depois, numa batalha épica, derrotaram a Polónia de Lewandowski (3-2, com um golo aos 88 minutos).
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Em entrevista exclusiva ao Flashscore, o médio da Udinese, Jesper Karlstrom, que foi titular em boa parte das Eliminatórias e nos dois jogos do play-off, ajuda-nos a conhecer melhor esta Suécia versão 2026.

O modelo de jogo: equilíbrio e união
A Suécia que desembarca na América do Norte traz consigo as cicatrizes de um ciclo de ausência, mas também a solidez de quem aprendeu com os erros. Karlström destaca que, embora o ADN sueco de organização defensiva continue presente, há um desejo claro de evolução tática.
A ideia é ter mais a posse de bola e ditar o ritmo das partidas, sem nunca abdicar daquela "unidade forte" onde todos lutam uns pelos outros. "Apenas acreditámos e trabalhámos arduamente juntos como uma equipa", afirma o médio, resumindo o segredo da qualificação.

A estrela: o brilho dos novos matadores
Se o coletivo é o alicerce, o setor ofensivo é onde a magia acontece. Karlström não hesita em apontar Viktor Gyökeres como a peça capaz de desequilibrar qualquer confronto, especialmente após o desempenho decisivo do avançado ex-Sporting na reta final da qualificação. Com o regresso de Alexander Isak, a Suécia ganha um arsenal ofensivo de nível mundial, misturando força física e técnica apurada. Para Jesper, ter jogadores desse calibre no plantel é o que permite à Suécia sonhar em ir além da fase de grupos.

A revelação: a "joia" que o mundo vai descobrir
Para quem gosta de acompanhar o aparecimento de novos talentos, o nome a reter é o de Lucas Bergvall. O jovem do Tottenham é apontado por Karlström como um jogador de "potencial enorme", que está pronto para se apresentar ao planeta. Jesper, que pode atuar lado a lado com a promessa no meio-campo, acredita que o Mundial-2026 será o palco perfeito para Bergvall confirmar as expectativas e tornar o trabalho da equipa mais fluido e criativo.

O ambiente: um festival pelas ruas suecas
Viver um Mundial na Suécia é mergulhar numa celebração que ultrapassa as quatro linhas. Karlström descreve um cenário de festival, onde as ruas, bares e restaurantes enchem-se de bandeiras e pessoas que, muitas vezes, nem acompanham o futebol no dia a dia. É uma festa nacional onde todos se unem para apoiar os "Blågult". Para o público português, o recado de Jesper é direto: "Assistam aos nossos jogos. Será entretenimento garantido, prometo".
Agenda da Suécia no Mundial-2026
15/6 (Segunda-feira)
03:00 - Suécia x Tunísia (Guadalupe, México)
20/6 (Sábado)
18:00 – Países Baixos x Suécia (Houston, EUA)
26/6 (Sexta-feira)
00:00 – Japão x Suécia (Arlington, EUA)
