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Antes de Leo Messi no Catar-2022, antes de Diego Armando Maradona no México-1986, existiu um Mario Alberto Kempes na Argentina de 1978. Neste mesmo dia, 15 de julho, o agora comentador televisivo celebra 72 anos.
Kempes partilha qualidades e habilidades com os sucessores na Albiceleste. Mas foi ele o primeiro 10 a levar o seu país a bordar uma estrela no peito como campeão do Mundo. Foi em 1978, quando Maradona sofreu a sua primeira grande desilusão com apenas 17 anos. César Luis Menotti, então selecionador da anfitriã do Mundial, deixou Diego de fora porque apostou num bloco mais experiente liderado por El Matador.

Assim era conhecido um Kempes que foi a maior estrela da Argentina nesse Mundial em casa. Com seis golos em sete jogos, foi o melhor marcador do torneio. Dois desses golos foram apontados na grande final, no Monumental de Buenos Aires, frente aos Países Baixos.
A sua velocidade, potência e elegância a conduzir a bola colada ao pé já tinham chamado a atenção do Valência uns anos antes. E não desiludiu, conquistando o troféu de melhor marcador nas duas primeiras épocas como che. Depois chegaria esse Mundial numa Argentina sob ditadura (com um formato que nada tem a ver com o atual), no qual marcou três bis decisivos: frente à Polónia para manter as hipóteses de qualificação, contra o Peru para liderar a goleada necessária para garantir a presença na final e o já referido diante da Laranja Mecânica para erguer o troféu perante dezenas de milhares de compatriotas.
Kempes, talvez pelo passar do tempo, não é tão lembrado nas celebrações, festejos ou canções que inundam as redes sociais neste Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá. Mas como Maradona recordou na altura, ao ceder-lhe a camisola número 10, foi "o grande impulsionador do futebol argentino". E como gostaria de celebrar o seu 72.º aniversário a ver a Scaloneta derrotar novamente os Três Leões.
