"Viva San Fermin", exclamou Merino logo após o apito final do jogo contra Portugal (1-0), que decidiu graças a um golo marcado no tempo de compensação (90+1').
Júbilo de assinatura e pai orgulhoso
Depois, dançou junto ao canto, tal como após o seu golo decisivo nos quartos de final do Euro-2024 frente à Alemanha, e como já tinha feito o seu pai Ángel Merino em 1991, após uma vitória pelo Osasuna, também em Estugarda.
Ángel estava então sentado nas bancadas em Dallas, naturalmente com um "panuelo" vermelho ao pescoço – e meias verdes de "Estugarda" nos pés. Nelas, podia ver-se o seu filho Mikel no momento do cabeceamento aos 119 minutos frente à seleção alemã. Era 5 de julho, véspera do início das festas em Pamplona. "San Fermín parece estender-me sempre a mão", confidenciou Mikel Merino.
Um tema sensível no País Basco
Não há dúvidas: o antigo jogador do Dortmund orgulha-se das suas raízes bascas – tal como o outro herói do jogo, Unai Simón. O guarda-redes ainda não sofreu qualquer golo nos seus cinco jogos no Mundial 2026. Contando com os oitavos de final do Mundial 2022 frente ao Marrocos (0-3 g.p.), Simón soma já seis jogos e 609 minutos de Mundial sem sofrer – um recorde.
Unai significa "guarda de bovinos" em basco, mas nos Estados Unidos, o guarda-redes do Athletic Club voltou a destacar-se como excelente guarda-redes. No País Basco, onde o movimento independentista é forte, estes sucessos são por vezes vistos de forma ambivalente. Após o triunfo no Euro-2024, Merino e Mikel Oyarzabal chegaram mesmo a ser apelidados de "traidores" por alguns, e uma faixa exibia "Não à aceitação da seleção espanhola".
Unidos pelo título?
O grupo atual para o Mundial conta ainda com oito bascos, mas isso não é tema dentro da equipa. Simón é, aliás, o exemplo perfeito: o seu pai foi transferido para o País Basco como membro das forças de segurança do Estado, onde conheceu uma agente da polícia basca Ertzaintza – e apaixonou-se por ela.
O filho, atualmente com 29 anos, defende agora a baliza da Espanha e estará naturalmente presente na sexta-feira nos quartos de final frente à Bélgica. Mas a aventura não deve terminar aqui. "Esta equipa tem o direito de sonhar", escrevia na terça-feira o jornal Mundo Deportivo: "Agora, tudo é possível."
