O selecionador dos Bleus, que vai deixar o cargo no final da competição após 14 anos de serviço, não exclui nenhuma possibilidade para o futuro. No entanto, sublinha que está totalmente focado neste grande objetivo, para o qual Eduardo Camavinga não vai ser chamado – e pode ficar ressentido por isso – e onde o Ballon d'Or Ousmane Dembélé terá um papel fundamental no ataque.
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14 anos à frente dos Bleus: "Tenho plena consciência de que estou a viver muitos momentos que são os últimos. É uma emoção especial. Tenho tendência a esconder as minhas emoções, sobretudo em conferências de imprensa, onde cada palavra pode ser mal interpretada. Mas estou a lidar bem com isso. O que foi feito ficou para trás, e foi feito de forma positiva. Caso contrário, não estaria aqui ao fim de 14 anos. Agora, toda a minha energia está direcionada para este Mundial. Foram tomadas decisões importantes para a convocatória, outras serão tomadas com a Federação para garantirmos as melhores condições possíveis".
Futuro após o Mundial (e a possibilidade de ser selecionador de Itália): "Não me imponho limites. Estou disponível, toda a gente sabe disso. Vou pensar nisso depois".
Posição assumida por Kylian Mbappé numa entrevista à Vanity Fair: "Quando ele se expressa dentro de campo, é aí que está no seu melhor. Não vou julgar os jogadores. Existe liberdade de expressão, tanto para vocês como para os meus jogadores. Não lhes vou dizer para não falarem. Eles sabem que há temas sensíveis. Mas se não falam, questiona-se porquê. E se falam, também se questiona porquê. Ele falou. O Kylian é futebolista, mas também é cidadão. Eu não vou abordar esses temas políticos, mas eles não têm de fazer como eu. Não os julgo".
Época de Ousmane Dembélé: "O Ousmane teve de assimilar tudo o que viveu. Teve alguns problemas físicos e foi gerindo a situação. Agora está nesta reta final, hoje. É o Ballon d'Or e, pelo que faz, naturalmente terá um papel importante na equipa.
Possível alternância com Michael Olise: "Existe uma posição inicial. Esta alternância que vimos frente ao Brasil permite ser menos previsível para o adversário. Não quero nada fixo. A inteligência, para além da qualidade futebolística, é conseguir surpreender o adversário".
Não convocatória de Eduardo Camavinga: "É a época dele, naturalmente. Algumas lesões também. E a concorrência, que é muito, muito forte. Mas o 'Cama'... Faz parte, não vou dizer dos mais desiludidos, mas em março esteve presente, ainda jogou um pouco. Não coloco em causa o seu potencial nem aquilo que pode fazer. Mas tem todo o direito de ficar magoado comigo, compreendo-o".
