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O jogo terá um significado especial, sobretudo para Roberto Martínez. O selecionador de Portugal, nascido em Espanha, tentará, de facto, eliminar o país que lhe deu origem, entrando assim no grupo exclusivo de treinadores que, na história do Mundial, enfrentaram a sua própria seleção nacional.
Trata-se de um acontecimento ainda bastante raro. As grandes seleções continuam, de facto, a confiar principalmente em treinadores nacionais, embora nos últimos anos o número de treinadores estrangeiros tenha aumentado significativamente, como demonstram, nesta edição, os casos de Portugal, Inglaterra e Brasil.
O primeiro precedente remonta, na verdade, ao Mundial-1938. O húngaro József Nagy, então à frente da seleção da Suécia, deparou-se precisamente com a sua própria Hungria, tornando-se o primeiro treinador na história da competição a enfrentar o seu próprio país.
Desde então, os casos têm vindo a aumentar gradualmente, sobretudo com a crescente internacionalização do futebol nas últimas décadas.

De Metsu a Bento: os casos mais famosos
O episódio mais icónico continua a ser o de Bruno Metsu, em 2002. À frente do Senegal, o treinador francês derrotou a França, então campeã mundial em título, no jogo de abertura do torneio, assinando um dos resultados mais sensacionais da história dos Mundiais e contribuindo para a surpreendente eliminação dos Bleus já na fase de grupos.
Na mesma edição, também o alemão Winfried Schäfer enfrentou o seu próprio país como treinador dos Camarões. Quatro anos mais tarde, na Alemanha-2006, foi a vez do brasileiro Zico, no banco do Japão, e do argentino Ricardo La Volpe, à frente do México.
Os precedentes mais recentes remontam, por sua vez, ao Mundial-2014, com Jürgen Klinsmann a enfrentar a Alemanha ao comando dos Estados Unidos, à Rússia 2018 com Carlos Queiroz, português no banco do Irão contra Portugal, e no Catar 2022, quando Paulo Bento bateu precisamente a equipa das Quinas enquanto treinador principal da Coreia do Sul.

Agora cabe a Roberto Martínez acrescentar o seu nome a esta lista particular. Para o treinador espanhol, será inevitavelmente um desafio especial. Uma vitória de Portugal significaria continuar a caminhada rumo ao sonho do Mundial, mas à custa da eliminação da sua Espanha. Uma derrota, por outro lado, marcaria o fim da campanha portuguesa, deixando-lhe apenas o consolo de ver o seu país natal ainda na corrida pelo título.
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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