Recorde aqui o Argentina-França
"Nós a olhar para Scaloni que estava a falar", recordou Emiliano Dibu Martínez perante a câmara. O técnico dizia-lhes para atacarem pela esquerda. A palestra durou apenas "dois minutos", garante o guarda-redes.
"'Bem, quero dizer-vos...', e começou chorar, a chorar, e quando tentava falar, ainda pior", acrescentou o jogador do Aston Villa.
A anedota é um dos momentos de maior destaque da minissérie documental "O método Scaloni", lançada na semana passada e que conta, em três episódios, como o carisma de Scaloni inspirou a seleção a vencer no Catar em 2022.
Envergando a sua camisola do Inter Miami, o astro Lionel Messi recordou o episódio entre risos e disse que o selecionador, incapaz de falar devido ao choro, passou o testemunho a Pablo Aimar, antigo jogador do Benfica e seleção e um dos adjuntos.
Mas Aimar também chorava e dizia "eu também não, eu também não consigo", contou Leo.
"Não sei se alguém acabou por dizer alguma coisa", acrescentou o antigo jogador do Barcelona.
"Não conseguíamos falar"
Walter Samuel, antigo defesa central e outro dos elementos da equipa técnica de Scaloni, recordou a tensão e as lágrimas que antecederam esse histórico triunfo nas grandes penalidades que deu à Argentina o seu terceiro troféu.
"Não conseguíamos falar. Acho que foi a pior palestra técnica do mundo", contou Samuel, a rir.
Para o médio Rodrigo De Paul, a reunião antes do jogo cumpriu o seu objetivo apesar de nenhum dos técnicos, dominados pela emoção, ter conseguido falar.
"Foi uma palestra técnica à sua maneira, transmitiu certamente o que queria. Por vezes não é preciso dizer muito para percebermos. Sabe qual a tecla certa a tocar em cada um de nós. Tornar melhor a pessoa para tornar melhor o jogador, esse é o método", disse o companheiro de Messi no Inter Miami.
