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A quatro dias do duelo frente à Argélia, o selecionador Lionel Scaloni mantém um olho no relvado e outro na enfermaria.
O treinador tem jogadores condicionados em todos os setores, desde o guarda-redes Emiliano Dibu Martínez ao avançado Julián Álvarez. A defesa é a zona mais preocupante, com a lesão muscular do lateral-esquerdo titular, Nicolás Tagliafico, que pode até afastá-lo do torneio.
No meio-campo, pelo contrário, reina a saúde e Scaloni só precisa de escolher o substituto de Ángel Di María, o único titular ausente das finais do Mundial-2022 e da Copa América 2024. O sucessor do Fideo, já retirado da Albiceleste, fará a ligação entre o consolidado trio formado por Alexis McAllister, Enzo Fernández e Rodrigo De Paul e o ataque liderado por Messi.

Para essa função, Scaloni parece apostar em Thiago Almada, um jogador de talento inegável, mas que não foi suficiente para se afirmar nos esquemas do seu compatriota Diego Simeone no Atlético de Madrid.
"É um futebolista importante para nós. O rendimento é que decidirá no final, não a liga ou a equipa", defendeu Scaloni em janeiro passado, quando se falava de uma possível saída precoce do argentino de Madrid.
O treinador já o tinha elogiado depois de ter marcado o golo da vitória frente ao Uruguai num jogo de qualificação para o Mundial em 2025.
Almada "joga ao que a equipa quer", sentenciou.
Na última terça-feira, o médio-ofensivo voltou a marcar no último amigável da Argentina antes de se concentrar em Kansas City, fechando um triunfo por 3-0 frente à Islândia com um golo que nasceu dos pés de Messi.
Perda de protagonismo
Em Madrid, Almada foi recebido de braços abertos por Cholo Simeone no início da época, depois de o Atlético ter colocado 25 milhões em cima da mesa para o contratar ao Botafogo.
O argentino, ainda assim, chegou à capital espanhola sob algumas reservas devido à sua baixa estatura (1,71 metros) e potência física, embora Simeone já tivesse moldado a seu gosto jogadores com essas características, como Antoine Griezmann.
Mas Almada não conseguiu convencer o seu compatriota e a sua presença foi diminuindo até perder a titularidade nos últimos meses. Nas meias-finais da Liga dos Campeões frente ao Arsenal, só esteve em campo 25 minutos e, no total, disputou 27 jogos da liga, 16 deles como titular, e marcou três golos.
O outro Apache
Nesta janela de transferências, Almada pode ser um dos sacrificados após mais uma época sem títulos no clube colchonero.
O próximo passo da joia de Fuerte Apache, o mesmo bairro popular da província de Buenos Aires de onde saiu Carlos Tévez, pode ser o regresso ao futebol sul-americano, com o River Plate na linha da frente dos interessados.
A oportunidade que procura para permanecer na Europa pode esperar por ele nos relvados dos Estados Unidos, o país onde brilhou durante três épocas (2022-2024) ao serviço do Atlanta United.
Campeão mundial em 2022, num papel secundário, Almada é o único futebolista a alcançar esse feito jogando numa equipa da liga norte-americana (MLS), um clube ao qual agora querem juntar-se Messi e De Paul, líderes do Inter Miami.
