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Este foi um primeiro encontro intrigante entre duas nações que terminaram as suas respetivas campanhas na fase de grupos com energia, após entradas com o pé esquerdo. Contudo, depois de uma primeira oportunidade ter caído para Leandro Trossard, foi o Senegal a equipa que pareceu ter transportado esse momento para esta eliminatória.

Ismaïla Sarr esteve perto do golo quando o seu remate acertou no poste, pouco antes de desempenhar um papel fundamental no primeiro golo do jogo. O avançado do Crystal Palace viu o seu cabeceamento bater no poste após um cruzamento tentador de Sadio Mané, deixando Habib Diarra na posição certa para aproveitar a recarga e dar à equipa de Pape Thiaw uma vantagem merecida.
A confiança fluía nos Leões de Teranga, com Mané a tabelar com Diarra antes de escorregar no momento do remate, permitindo a Thibaut Courtois uma defesa simples. A Bélgica mostrava-se muito lenta em comparação, mas poderia ter restabelecido a igualdade quando um remate de Maxim De Cuyper, à entrada da área, forçou uma grande defesa a uma mão de Mory Diaw perto do intervalo.

Garcia esperava uma reação da sua equipa após o descanso, mas a formação belga concedeu novo golo logo aos seis minutos da segunda parte. Sarr puniu uma defesa belga desastrosa, controlando sem esforço um passe longo de Moussa Niakhaté e disparando um remate fortíssimo que superou Courtois. Foi o quarto golo do jogador de 28 anos nesta fase final, igualando o registo de Roger Milla pelos Camarões em 1990 como o maior número de golos marcados por um jogador africano num único Mundial.
A Bélgica olhou para o banco em busca de resposta, e o benfiquista Dodi Lukébakio esteve perto de a proporcionar quando o seu remate de pé esquerdo passou a centímetros do poste mais distante. Mas foi outro suplente quem reduziu a desvantagem: Romelu Lukaku mostrou instinto matador ao primeiro poste após cruzamento de Thomas Meunier, a quatro minutos dos 90.
Logo a seguir, Tielemans anulou de forma sensacional a vantagem do Senegal ao antecipar-se a Diaw num cruzamento de Trossard, punindo o erro do guarda-redes. A Bélgica entrou bem no prolongamento, mas o Senegal recuperou gradualmente o ascendente e esteve perto de restabelecer a vantagem no primeiro período, quando o remate de primeira de Ibrahim Mbaye, após passe de Bara Sapoko Ndiaye, passou ao lado por centímetros.
Lukébakio esteve ainda mais perto de vencer o jogo perto do fim, quando o seu remate à queima-roupa embateu na barra, mas o árbitro Saíd Martínez apontou dramaticamente para a marca de grande penalidade após consultar o monitor alertado pelo VAR e determinar que Lamine Camara derrubou Tielemans na área. O médio do Aston Villa assumiu a responsabilidade e mostrou-se imperturbável ao disparar o seu país para os oitavos de final aos 120+5 minutos, enviando Diaw para o lado oposto e completando uma fuga digna do lendário Harry Houdini.
O Senegal ficou a lamentar o que poderia ter sido, vendo goradas as esperanças de replicar aquela famosa caminhada até aos quartos de final em 2002, após a quinta derrota consecutiva em Mundiais frente a opositores europeus. Entretanto, a Bélgica regressa a Seattle dentro de seis dias para defrontar o vencedor do duelo entre os EUA e a Bósnia-Herzegovina, enquanto as suas superestrelas veteranas apontam a uma última oportunidade de glória.
Melhor em campo Flashscore: Youri Tielemans (Bélgica).

