Mundial-2026: Unai Simón prestes a sentar-se à mesa de Casillas e dos melhores da história

Unai Simón a defender um alívio do seu companheiro Laporte
Unai Simón a defender um alívio do seu companheiro LaporteReuters/Daniel Becerril

Unai Simón (29 anos) está a 88 minutos de fazer história e de sentar-se à mesa dos maiores guarda-redes que passaram pelos Mundiais. E não só isso, como até poderá presidi-la.

Porque o guarda-redes da seleção espanhola, segundo os dados da BeSoccer Pro, soma 429 minutos sem sofrer um golo. Mais um jogo, o dos 16 avos de final mantendo a sua baliza inviolada e passará de oitavo nesse ranking a liderá-lo à frente de lendas da baliza como Walter Zenga (Itália) e Peter Shilton (Inglaterra), além de retirar do pódio um tal de Iker Casillas

Deixaria também para trás o alemão Sepp Maier, o italiano Gianluigi Buffon, o brasileiro Emerson Leão e o inglês Gordon Banks. Um feito que seria ainda mais notável pelo facto de ter mantido a sua baliza inviolada em cinco dos seus primeiros sete jogos num Mundial, tal como Zenga fez na sua altura. 

Tudo isto sem contar com os prolongamentos, apenas os 90 minutos regulamentares. 

Estatísticas de Unai Simón no Mundial 2026
Estatísticas de Unai Simón no Mundial 2026REUTERS/Eloisa Sanchez/Opta by Stats Perform

Espanha também faz história

Apesar do debate inicial sobre quem deveria ser o guarda-redes titular da seleção espanhola após as excelentes épocas de Joan García e de David Raya, o técnico Luis de la Fuente manteve sempre a sua convicção de que Unai Simón é o melhor.

O jogador do Athletic deixou algumas dúvidas nos lances aéreos frente ao Uruguai, mas manteve-se seguro no resto das situações de perigo dos uruguaios. Chegou mesmo a mostrar o seu domínio com os pés ao fazer um drible na sua própria área. Confiança não falta ao guarda-redes do Athletic Club. 

E, para já, a aposta em Unai está a correr de forma brilhante para La Roja. Juntamente com ele, Cubarsí, Laporte e Cucurella jogaram todos os minutos possíveis. E com a ajuda de Marcos Llorente em dois jogos e Pedro Porro noutros, além do resto da equipa, esta Espanha já superou em algo a que foi campeã em 2010: passou a primeira fase sem sofrer um único golo. É a primeira vez que o consegue.