Mundial-2026: Uruguai apaga-se sem Luis Suárez

Luis Suárez celebra um golo pelo Uruguai
Luis Suárez celebra um golo pelo UruguaiGRANT HALVERSON / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP / Profimedia

O futebolista do Inter Miami assistiu da bancada ao segundo desaire do seu país no Mundial-2026, para o qual não foi convocado.

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Luis Suárez foi o líder da seleção do Uruguai durante mais de uma década, mas a sua veterania levou Marcelo Bielsa a não o convocar para o Mundial que está a decorrer este mês no México, Canadá e Estados Unidos.

A verdade é que a influência do Pistolero foi tal ao longo de toda a sua carreira internacional que muitos compatriotas consideram que poderia ter sido útil, mesmo que num papel secundário, durante o maior evento do futebol internacional.

Na realidade, há um dado que pode dar razão aos críticos do 'Loco' Bielsa: a celeste não vence um jogo em Mundiais sem o ex-Barcelona e Liverpool há mais de 35 anos, concretamente desde a edição de Itália 1990.

Esse último triunfo aconteceu a 21 de junho de 1990, na terceira jornada da fase de grupos, frente à Coreia do Sul. O resultado foi 0-1, com um golo de Daniel Fonseca ao minuto 90. O resultado permitiu à equipa charrua avançar para os oitavos de final, onde foi eliminada pela anfitriã, depois de ter ficado também no grupo com Espanha (empate 0-0) e Bélgica (derrota 3-1).

Depois disso, a seleção sul-americana só voltou a marcar presença no Mundial em Coreia e Japão 2002, onde somou dois empates (França e Senegal) e uma derrota (Dinamarca).

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O Mundial Alemanha-2006 não contou com a presença do Uruguai e já na edição de África do Sul-2010, a melhor participação celeste da era recente, com um quarto lugar, deu-se a estreia de Luis Suárez, que ficou na memória nos quartos de final frente ao Gana ao travar uma bola com a mão, sendo expulso, e permitindo o apuramento dos seus para as meias-finais.

Desde a sua estreia, Lucho disputou cinco Mundiais, somando 20 jogos, nove golos e seis assistências. Sob o seu comando, a tetracampeã conquistou 10 vitórias. Mas agora esses tempos já lá vão, e a luz de uma nação cuja maior marca é a sua capacidade de resistência apaga-se sem o Pistolero.

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