Mundial-2026: Vini Jr. e Bruno Guimarães criticam relvado do MetLife, palco da final

Vini Jr. celebra golo pela Seleção ao lado do companheiro Bruno Guimarães
Vini Jr. celebra golo pela Seleção ao lado do companheiro Bruno GuimarãesJOSE HERNANDEZ / ANADOLU / ANADOLU VIA AFP

Um dos pontos negativos destacados pelos jogadores da seleção brasileira após o empate (1-1) com Marrocos, na abertura do Grupo C do Campeonato do Mundo, foi a qualidade do relvado do MetLife Stadium, em Nova Jérsia. O estádio, que vai acolher a grande decisão do Mundial-2026, não passou nos critérios de Vini Jr., eleito o homem do jogo, e também de Bruno Guimarães, que não poupou críticas ao campo.

Recorde aqui as incidências do encontro

Em conversa com os jornalistas, Vini Jr destacou que o tempo quente deixou o relvado seco. A característica do piso terá influenciado diretamente o ritmo de jogo da equipa comandada por Carlo Ancelotti.

"Por causa do tempo, o calor, a relva acaba por secar muito rápido e o jogo fica muito travado. Nós não conseguimos ter ritmo de jogo. Isso dificulta-nos porque queremos jogar, queremos mover a bola de um lado para o outro e isso atrapalha o nosso jogo", declarou o camisola 7, autor do golo brasileiro no confronto.

"Mas vamos ter de nos adaptar. Acredito que será assim durante toda a competição, já que toda a gente vai ter o mesmo campo para jogar. Então vamos melhorar, evoluir e conseguir grandes vitórias", projetou Vini Jr.

Vini Jr destacou que gramado influenciou no ritmo de jogo da Seleção Brasileira na estreia da Copa.
Josias Pereira / Flashscore

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Questionado pelo Flashscore sobre o mesmo tema, Bruno Guimarães foi mais incisivo e falou abertamente sobre as condições fora do padrão do piso escolhido para receber a estreia da canarinha no Mundial.

"(Influenciou) Bastante. O relvado era bem mau. Acho que estava muito quente, ficou muito seco e acabou por nos atrapalhar. Mas estava seco para os dois, mau para os dois. Mas, sem dúvida, não estava nas melhores condições", disparou o médio brasileiro.

Volante da Seleção Brasileira e do Newcastle não poupou palavras ao piso da estreia na Copa.
Josias Pereira / Flashscore

As críticas ao relvado não são uma novidade no MetLife Stadium. O estádio convive com este tipo de desconfiança desde a época do piso sintético da NFL e continua a carregar esse fardo nos jogos de futebol, mesmo com a transição para a relva natural.

A qualidade do campo já tinha enfurecido jogadores e treinadores na Copa América e no Mundial de Clubes - inclusive com o técnico português Abel Ferreira, do Palmeiras, a manifestar a sua preocupação pública na altura - e não passou ilesa no primeiro teste do Mundial de seleções, a maior competição de futebol do planeta.

Mudança em maio 

O MetLife Stadium passou a contar com relva natural para as partidas do Mundial sediadas no local, incluindo a grande final, em maio deste ano - mais precisamente no dia 7 do mês passado.

O novo relvado, que substitui a relva artificial usada nos jogos de futebol americano (NFL), foi cultivado ao longo de vários meses na Carolina do Norte, com o objetivo de responder aos padrões do principal torneio de futebol do mundo.

Gramado foi instalado no MetLife Stadium no mês de maio
Gramado foi instalado no MetLife Stadium no mês de maioAL BELLO / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / GETTY IMAGES VIA AFP

Na altura da instalação, um grupo de trabalho da FIFA declarou que as pesquisas da entidade, incluindo trabalhos realizados num campo coberto no Tennessee, garantiriam que a superfície de jogo cumprisse os padrões exigidos. O que, na prática do primeiro jogo, acabou por ser contestado pelos atletas.

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