Número do Jogo: Zero oportunidades claras de Portugal contra RD Congo soam alarme

Portugal criou muito pouco na estreia
Portugal criou muito pouco na estreiaTroy Taormina/Reuters

Portugal e a RD Congo empataram num surpreendente 1-1 esta quarta-feira, na jornada de abertura do Grupo K do Mundial-2026, no Estádio NRG, em Houston. O número de oportunidades flagrantes resume e destaca a falta de eficácia dos portugueses na procura da esperada vitória: zero.

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A ficha de jogo conta uma história de superioridade portuguesa em praticamente tudo o que se mede: 75,4% de posse de bola, 783 passes completos com 92,3% de eficácia, 102 entradas no terço final contra 35 do adversário e 29 toques dentro da área congolesa contra apenas 11.

Cristiano Ronaldo, no seu sexto e último Mundial, acumulou sozinho um xG (golos esperados) de 0,46, mais do que qualquer outro jogador português em campo. No total, a equipa de Roberto Martínez somou 0,68 de golos esperados. E, ainda assim, zero oportunidades flagrantes.

Estatísticas da partida
Estatísticas da partidaFlashscore

Nenhuma jogada em que o golo parecesse iminente. Nenhum momento de definição clara diante da baliza. Apenas posse, apenas território, apenas insistência sem balançar as redes, que é o que realmente importa.

O próprio golo português ilustra o problema. João Neves abriu o marcador logo aos 6 minutos com uma cabeçada após cruzamento da esquerda, num lance de bola parada - fruto de qualidade individual, mas não de uma oportunidade flagrante construída coletivamente.

A RD Congo, pressionada o jogo inteiro, esperou pelo momento certo: nos descontos da primeira parte, Yoane Wissa cabeceou sozinho após um canto e empatou, anotando o primeiro golo da história congolesa em Mundiais.

Na segunda parte, a sensação de zero continuou a acompanhar Portugal. Aos 54 minutos, João Cancelo balançou as redes com um golo de bicicleta espetacular, numa jogada iniciada por Bruno Fernandes e finalizada com um toque de peito de João Neves, mas o lance foi anulado por fora de jogo. Era, talvez, a oportunidade que faltava. Não contou.

Do outro lado, a RD Congo criou uma oportunidade flagrante, precisamente a que resultou no golo do empate, em apenas oito remates totais, com um xG de 0,82, ligeiramente superior ao português.

O resultado final de 1-1 expõe um problema que os números de domínio não resolvem: Portugal teve a bola, o território e os nomes mais cotados do grupo, mas terminou a estreia sem conseguir converter a posse em definição. Zero oportunidades flagrantes contra um favorito já teria sido grave. Contra a RD Congo, virou um sinal de alerta.

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