O País de Gales foi a primeira nação membro da UEFA a retirar no início do mês o apoio a Gianni Infantino, face às intenções do dirigente na entrada de capital privado, através da FIFA Forward Enterprise (FFE), na comercialização das competições.
“Se me sentasse agora mesmo com Gianni Infantino, dir-lhe-ia que teve uma carreira muito boa. Fez coisas boas, como secretário-geral da UEFA e na FIFA, mas, depois deste incidente, esta intenção de vender a joia da coroa do futebol, deveria demitir-se”, disse Mooney em declarações à BBC.
O responsável da federação acrescentou que irão existir muitas conversas, mas que espera que o atual presidente da FIFA pense na demissão e quando as eleições para o organismo máximo do futebol mundial estão previstas para março do próximo ano.
De momento, Infantino é o único candidato e a data limite para apresentação de candidaturas está marcada para 18 novembro.
Já esta semana, a Escócia retirou o apoio à reeleição do ítalo-suíço, igualmente face ao projeto de criar uma empresa e vender participações do Mundial a privados.
O projeto previa a angariação de até 4,2 mil milhões de dólares (3,64 mil milhões de euros) através da alienação de uma quota minoritária de até 20% a investidores privados.
Entre os potenciais interessados figurava o fundo Thrive Eternal, fundado por Joshua Kushner, irmão do genro de Donald Trump, Jared Kushner.
As confederações da Europa (UEFA), Ásia (AFC) e América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) acusaram o presidente da FIFA de ter abandonado o seu dever, ao atuar com “engano” e colocar-se “acima do coletivo que lhe confiou autoridade”.
