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Exclusivo com João Mendes: "Rescindi com o Kayserispor devido a salários em atraso"

João Mendes está sem clube após ter rescindido o vínculo que o ligava aos turcos do Kayserispor
João Mendes está sem clube após ter rescindido o vínculo que o ligava aos turcos do Kayserispor Arquivo Pessoal, Flashscore

A aventura turca de João Mendes na Turquia não correu de feição. Não obstante ter realizado 27 jogos e registado quatro assistências em todas as competições, o médio português não impediu que o Kayserispor descesse para a 2.ª divisão turca e, alegando vários meses de salários em atraso, o contrato de dois anos foi rescindido.

Aos 31 anos, o antigo jogador, que despontou no Desportivo de Chaves e destacou-se no Vitória SC está no mercado e confessou em entrevista ao Flashscore que procura um novo desafio onde possa voltar a sentir o prazer pelo futebol e não descarta regressar à Cidade Berço.

"Vou ser sempre do Vitória SC e o Vitória SC nunca vai sair de mim. É muito difícil dizer que não ao Vitória SC, porque é um clube que mexe realmente comigo", revelou.

João Mendes é um jogador livre no mercado após ter rescindido contrato com o Kayserispor
João Mendes é um jogador livre no mercado após ter rescindido contrato com o KayserisporOpta by Stats Perform, Kayserispor

A rescisão no Kayserispor: "Justa causa devido a salários em atraso"

- João, vamos começar pelo presente e pelo futuro. Está de saída do Kayserispor ao fim de uma época, apesar de ainda ter mais um ano de contrato. O que aconteceu? Foi uma decisão sua ou do clube?

Tinha mais um ano de contrato, mas foi uma decisão minha rescindir por justa causa, devido a salários em atraso. Também já não era propriamente do meu interesse continuar no clube, por outros motivos, mas a razão que levou à rescisão por justa causa foram os salários em atraso.

- Estamos a falar de quantos meses de salários em atraso?

É melhor não responder a essa questão, porque posso não ser totalmente preciso.

- Mas são vários salários em atraso?

Sim, sim...

Os últimos jogos do médio ao serviço do Kayserispor
Os últimos jogos do médio ao serviço do KayserisporFlashscore

- É um processo que está agora entregue a advogados?

Sim. Atualmente, os jogadores estão mais protegidos neste tipo de situações. O caso é enviado para a FIFA e, a partir daí, os advogados tratam de todo o processo.

- O Kayserispor já deu alguma resposta?

Não. Simplesmente rescindi o contrato e fiquei livre.

- E o que perspetiva agora para o futuro? Tem de esperar pela resolução do processo ou já pode procurar um novo clube?

Já posso abraçar outro desafio. Naturalmente, tenho analisado algumas propostas, mas algumas das que surgiram não correspondem àquilo que pretendo para o meu futuro. Para já, prefiro esperar mais algum tempo por aquilo que realmente quero. Procuro um projeto ambicioso, um clube que queira crescer, que realmente me queira e onde eu também tenha vontade de estar.

Médio de 31 anos está livre no mercado
Médio de 31 anos está livre no mercadoKayserispor

- Existe algum mercado que privilegie nesta fase?

Na verdade, não. Se pudesse ser na Europa, talvez fosse melhor, mas estou aberto a tudo, muito sinceramente.

- Entre as abordagens que já recebeu, houve propostas de Portugal, do Brasil ou da Ásia?

Sim, já surgiram abordagens de alguns desses mercados, mas não correspondiam àquilo que procuro neste momento. Por isso, continuo à espera.

O balanço da Turquia: "Não foi aquilo que esperava"

- Pelas suas palavras, percebe-se que a experiência na Turquia não correu exatamente como esperava. Que balanço faz desta temporada?

Não foi aquilo que esperava, por vários motivos, tanto individuais como coletivos. Acho que o campeonato turco tem muito potencial. É uma competição interessante, com pessoas muito apaixonadas pelo futebol, e houve aspetos de que gostei bastante.

No entanto, a nossa forma de jogar não favorecia propriamente as minhas características. Isso também estava relacionado com o facto de não sermos uma equipa particularmente ambiciosa. Muitas vezes, preocupávamo-nos mais em não perder do que propriamente em tentar ganhar. Tínhamos pouca bola, pouca iniciativa e arriscávamos muito pouco.

Para a minha forma de jogar, isso nunca foi positivo nem correspondia àquilo que procurava. Antes de assinar, tive várias reuniões e aquilo que me foi apresentado não era exatamente o que acabou por acontecer durante a temporada. Isso também tornou a minha adaptação mais difícil.

Em relação ao país, e particularmente à cidade, também não existia propriamente muita vida. Mas fui para a Turquia sobretudo pelo futebol e, nesse aspeto, a experiência acabou por ficar aquém daquilo que esperava.

Os números do jogador de 31 anos
Os números do jogador de 31 anosFlashscore

- A componente financeira acabou por ter um peso importante na decisão de sair?

Sim, sem dúvida. Na verdade, foi aquilo que mais pesou na decisão.

- Sem entrar em valores concretos, o que é que um clube médio da Turquia consegue oferecer a um jogador para tornar uma proposta mais atrativa do que aquilo que encontra em Portugal?

Financeiramente, os clubes turcos são muito mais poderosos do que os portugueses. Ainda assim, isso é relativo, porque eles também sabem perfeitamente aquilo que um jogador ganha em Portugal e fazem as propostas em função disso.

No meu caso, a vertente financeira teve peso na decisão, naturalmente. Na altura, tinha outras propostas, inclusivamente do Médio Oriente e da Arábia Saudita, mas queria jogar num campeonato onde também pudesse desfrutar do futebol, com bancadas cheias e bons estádios. Foi isso que me levou a escolher a Turquia.

A componente financeira foi importante e também senti que o clube me queria muito, algo que pesou na decisão. A Turquia é um mercado com capacidade para pagar valores muito elevados. Naturalmente, os clubes tentam pagar o menos possível, mas, quando querem realmente determinado jogador, têm capacidade para investir. Vemos isso sobretudo nos grandes clubes, mas mesmo os emblemas de menor dimensão conseguem pagar salários que seriam incomportáveis para muitos clubes portugueses.

- E em termos de ambiente nos estádios, quais foram aqueles que mais o surpreenderam?

Os grandes clubes, naturalmente. Mas também encontrei ambientes fantásticos em equipas que desconhecia antes de chegar à Turquia. Mesmo nos nossos jogos em casa tivemos, por vezes, ambientes muito bons. Há clubes menos conhecidos que conseguem criar atmosferas espetaculares. Ainda assim, nos grandes é diferente, porque conseguem colocar muito mais gente nos estádios.

Alguns dados sobre a última época do médio
Alguns dados sobre a última época do médioOpta by Stats Perform

- Apesar das dificuldades coletivas, realizou 27 jogos e fez quatro assistências. Individualmente, não foi propriamente uma má época...

Não considero que tenha sido uma má época. Ao mesmo tempo, também sinto que poderia ter sido bastante melhor e não correspondeu totalmente às expectativas que tinha. Esperava que conseguíssemos fazer uma temporada muito melhor coletivamente. Quando o coletivo funciona, torna-se muito mais fácil para cada jogador destacar-se individualmente.

Acabei por fazer uma época razoável, até boa, com algumas exibições muito positivas. Em termos de números, não consegui aquilo que esperava, mas, tendo em conta o nosso futebol coletivo, fiquei satisfeito com aquilo que consegui fazer individualmente.

- A equipa acabou por descer de divisão. A perspetiva de jogar no segundo escalão também não correspondia àquilo que pretendia para a carreira?

Não, não era aquilo que procurava. Também foi uma das razões pelas quais queria sair.

- E continuar na Turquia está fora de hipótese?

Neste momento, está um pouco fora dos meus planos. Naturalmente, nunca digo nunca, porque a carreira de um jogador pode mudar muito rapidamente. Já tive a possibilidade de continuar na Turquia e recusei, porque, sendo muito sincero, não queria voltar a ficar lá. Agora tenho a possibilidade de escolher e prefiro esperar por um projeto para o qual queira realmente ir, onde esteja verdadeiramente motivado e que se enquadre na minha forma de jogar e naquilo que pretendo para a carreira.

A comparação entre João Mendes e Orkun Kökçü
A comparação entre João Mendes e Orkun KökçüOpta by Stats Perform

"Foram dois anos muito bonitos no Vitória SC, regressar é sempre uma possibilidade"

- Olhando para o seu percurso, houve uma época muito positiva no Chaves antes da mudança para o Vitória SC, onde teve duas temporadas de grande nível. Foi provavelmente o período em que conseguiu potenciar mais o seu futebol. Como recorda essa passagem?

Acho que tudo se alinhou praticamente na perfeição, tanto a nível individual como coletivo. Tínhamos um grupo fantástico e encontrei um clube com o qual me identifiquei a 100%.

Foram dois anos muito bonitos. Quando temos uma equipa com muita qualidade, um grupo espetacular, um clube incrível e adeptos fantásticos, estão reunidas todas as condições para as coisas correrem bem. Foi exatamente isso que aconteceu. Correu muito bem tanto coletivamente como individualmente e foi um período que me permitiu crescer enquanto jogador e também enquanto pessoa.

Em termos individuais, consegui apresentar bons números, evoluí bastante e foi provavelmente o período da minha carreira em que consegui atingir o melhor rendimento.

A boa temporada de João Mendes em 2023/24
A boa temporada de João Mendes em 2023/24Flashscore

- E um regresso a Guimarães? Falou-se recentemente, por exemplo, da possibilidade de Tiago Silva regressar e o Vitória está novamente a reconstruir o plantel. É uma hipótese que mantém em aberto?

Regressar ao Vitória é sempre uma possibilidade que mexe comigo, porque é um clube muito especial para mim. Vou ser sempre do Vitória SC e o Vitória SC nunca vai sair de mim. Mas a carreira de um futebolista é curta. Tenho 31 anos e há muitos fatores que pesam numa decisão desta natureza. A vertente financeira é muito importante para nós, jogadores, e não vou mentir sobre isso.

Naturalmente, gostava de regressar e acredito que qualquer jogador que tenha criado uma ligação como a minha ao Vitória SC gostaria de voltar. Mas as carreiras seguem diferentes caminhos e existem outros fatores que têm um peso significativo. Quando atingimos determinado patamar financeiro, as diferenças podem ser muito grandes e isso torna algumas decisões mais difíceis.

Ainda assim, nunca direi que não a um regresso. É muito difícil dizer que não ao Vitória SC, porque é um clube que mexe realmente comigo.

- Durante a passagem pelo Vitória trabalhou com vários treinadores, entre eles Rui Borges. Como foi trabalhar com ele e como olha para o percurso que tem feito no Sporting?

Foi alguém com quem fizemos um grande trabalho. Tivemos uma caminhada incrível na Europa, na qual todos acabaram por se valorizar, incluindo o treinador. Já demonstrava ter potencial para chegar a este nível e, neste momento, está num grande clube. No geral, considero que está a fazer um ótimo trabalho.

- Falando das suas características, é um jogador que representa quase uma espécie em vias de extinção no futebol atual. Durante muitos anos tivemos jogadores como Totti, Del Piero, Rivaldo, Rui Costa ou Deco, mas hoje é mais difícil encontrar um verdadeiro número 10. 

Falaste no meu jogador preferido de sempre, que é o Totti. No Vitória SC, sobretudo na primeira época, joguei muitas vezes sobre o lado esquerdo. Como atuávamos com três centrais, fazia muitas vezes todo o corredor esquerdo, mas também jogava como extremo, mais por dentro, quase como um número 10.

No futebol atual, acabamos por ter de nos adaptar. Hoje, muitos treinadores podem abdicar de um jogador com estas características porque o jogo está muito mais físico. Procuram atletas fortes nos duelos, rápidos e mais combativos.

Cada treinador olha para a equipa e para o futebol à sua maneira, mas nunca senti que não pudesse ajudar. Pelo contrário. Acho que consigo encaixar em qualquer sistema ou equipa, porque o futebol precisa de diferentes tipos de jogadores. Precisa de jogadores combativos, mas também daqueles que sabem jogar e dos irreverentes.

Para mim, uma equipa sem jogadores capazes de criar desequilíbrios parte logo em desvantagem. Precisamos de jogadores que vejam aquilo que os outros não veem, que consigam fazer um golo do nada ou encontrar um passe que ninguém estava à espera. São jogadores que dão outro tipo de vantagem à equipa porque pensam mais depressa.

- Em que posição se sente melhor a jogar?

Pessoalmente, continuo a valorizar muito mais isso no futebol do que determinadas características físicas. Gosto de jogadores inteligentes e tecnicamente acima da média. Para mim, o brilho do futebol continua a estar aí. Hoje vemos muitos jogos em que esse brilho desaparece um pouco. As equipas encaixam-se taticamente, há muito contacto, muitas faltas para travar ataques e acaba por existir menos futebol jogado e menos magia.

Sinto que consigo fazer a diferença precisamente nesse aspeto, seja através do último passe, do remate ou tentando algo que ninguém estava à espera. São coisas que me saem naturalmente e essa forma de jogar nunca mudou. Nem consigo jogar de outra maneira. Naturalmente, procurei adaptar-me à evolução do futebol e àquilo que os treinadores pedem, sem perder as minhas características.

- E quais são os jogadores que atualmente o fazem sentar-se para ver um jogo? E, olhando também para o passado, quem mais o inspirou?

Cresci a ver jogadores como Totti, Zidane, Iniesta, Del Piero e Ronaldinho. Foram jogadores que me fizeram apaixonar pelo futebol. Gosto desse tipo de futebolista: jogadores capazes de fazer uma finta, uma receção extraordinária, eliminar um adversário ou isolar um colega com um passe de 50 metros que parece fácil, mas não é.

Hoje é talvez mais difícil encontrar esse perfil, embora continuem a existir muitos craques. Neste momento, não tenho propriamente um jogador de quem diga: 'Este é o meu preferido'. Continuo, por exemplo, a gostar muito do Dybala. O Manchester City também tem jogadores muito acima da média, capazes de fazer coisas diferentes.

E fico feliz por continuarem a aparecer jovens com esse talento e por existirem treinadores que lhes permitem expressá-lo. Lamine Yamal é um exemplo, tal como Pedri, apesar de ter outras características. São jogadores extraordinários. Espero que continuem sempre a aparecer futebolistas assim e, sobretudo, que não cortem as pernas a esses miúdos.

Criativo atuou duas épocas no Vitória SC
Criativo atuou duas épocas no Vitória SCArquivo pessoal

Um olhar para a Liga portuguesa: "FC Porto parte à frente"

- Olhando para o campeonato português, que já arrancou, o que espera desta nova época? 

Acho que ainda é muito cedo para falar num campeão. O FC Porto parte à frente por ser o campeão e por ter mantido praticamente toda a equipa. Os jogadores já sabem aquilo que têm de fazer, existe uma base consolidada e isso é muito importante.

Em relação às restantes equipas, ainda é cedo para fazer grandes avaliações. Há clubes que certamente ainda se vão reforçar e algumas das equipas que vimos na primeira jornada poderão ser bastante diferentes ao longo da temporada.

- Há algum jogador que esteja particularmente curioso para acompanhar?

Quanto a jogadores, não tenho ninguém em particular que esteja especialmente curioso para acompanhar. Há vários que podem despontar, naturalmente. Para mim, um dos melhores era o Trincão, mas, entretanto, saiu. É assim o futebol: saem uns e aparecem outros.

Voltando à luta pelo título, considero que o FC Porto começa um pouco à frente precisamente pela estabilidade que mantém. Não é uma equipa que goste particularmente de ver jogar, mas reconheço-lhe qualidade. Ainda assim, é preciso ter muita atenção a Sporting e Benfica porque, na minha opinião, têm individualmente mais qualidade do que o FC Porto.

- Falando da seleção, Portugal acabou por ficar aquém das expectativas no último Mundial. Como analisou a prestação portuguesa e o título conquistado por Espanha?

Acho que Espanha foi uma justíssima vencedora, sem qualquer dúvida. Provavelmente nenhuma seleção conseguiu aproximar-se verdadeiramente do nível que apresentou.

Em relação a Portugal, acredito que existe alguma unanimidade quando se diz que poderíamos ter dado muito mais. Olhando para a qualidade da equipa que tínhamos, produzimos pouco. Em termos de futebol, senti que nos faltou criatividade. Pessoalmente, teria utilizado alguns jogadores diferentes na frente, futebolistas mais criativos e capazes de fazer algo diferente de um momento para o outro.

Estas competições também são muito específicas e dependem bastante do momento dos jogadores. Por isso, acredito que futebolistas mais virtuosos poderiam ter sido importantes para nós. Discordei de várias decisões de Roberto Martínez, inclusivamente durante os jogos. Houve opções que, para mim, foram difíceis de compreender. Com a qualidade que Portugal tem, acho que precisamos de pensar mais em ganhar os jogos do que em não perder ou simplesmente manter a equipa organizada. Devemos pensar mais alto.

João Mendes continua atento ao campeonato nacional
João Mendes continua atento ao campeonato nacionalOpta by Stats Perform, Kayserispor

- E o que espera agora deste novo ciclo da seleção?

Acho que o casamento entre Jorge Jesus e a seleção pode ser perfeito. Fizemos a escolha certa. Para mim, o patriotismo também é importante e faz todo o sentido termos um selecionador português. Portugal não precisa de recorrer a um treinador estrangeiro, porque temos muitas opções de qualidade para desempenhar essa função. Isso não retira qualquer mérito aos treinadores estrangeiros, naturalmente, mas considero que a seleção portuguesa deve ter um treinador português. Acredito que a escolha foi mais do que acertada e espero que corra muito bem.

O onze ideal de João Mendes

- Vou desafiá-lo a escolher um onze ideal. Pode ser composto pelos melhores jogadores com quem jogou ou simplesmente por futebolistas que admira, estejam ainda no ativo ou já tenham terminado a carreira.

Prefiro fazer um onze com jogadores que admiro, porque já joguei com tanta gente que seria injusto escolher alguns e acabar por me esquecer de outros. Na baliza, Buffon. É o melhor guarda-redes que vi. Na direita, Daniel Alves. Como centrais, Sérgio Ramos e Maldini, com Roberto Carlos na esquerda. No meio-campo, Zidane e Pirlo. Depois colocaria Ronaldinho pela esquerda e Messi pela direita. Na frente, Ronaldo Fenómeno e Cristiano Ronaldo.

- Mas quem é que defende nessa equipa?

Estamos só a jogar no meio-campo adversário (risos). 

- Tem 31 anos, está livre no mercado e continua a treinar. O que sente que ainda pode oferecer ao futebol e o que procura nesta próxima etapa da carreira?

Sendo muito sincero, sinto-me na plenitude daquilo que pode ser um jogador de futebol. Fisicamente estou muito bem, ainda sou novo e cheguei a uma fase em que compreendo muito melhor o jogo e aquilo que posso dar dentro de campo.

Acima de tudo, quero voltar a desfrutar muito do futebol. A última época não foi um ano em que tenha sentido que consegui desfrutar verdadeiramente e tenho muita vontade de voltar a fazê-lo. Sinto que ainda tenho muito para dar e estou extremamente motivado. O futebol é uma parte muito importante da minha vida, é a minha paixão, e fisicamente sinto-me perfeito e na plenitude das minhas capacidades.

Quero encontrar um projeto onde possa voltar a desfrutar do jogo, sentir-me importante e demonstrar aquilo que ainda tenho para oferecer.

João Mendes tece rasgados elogios a Jorge Jesus
João Mendes tece rasgados elogios a Jorge JesusOpta by Stats Perform, Kayserispor