Pedro Proença foi instado a abordar o futuro de Roberto Martínez esta quinta-feira. O presidente da Federação Portuguesa de Futebol participou na conferência da Rádio Renascença e deixou uma garantia quanto ao selecionador de Portugal, cujo contrato termina após o Mundial-2026.
"Vou plagiar o mister Martínez. Três ideias fundamentais. Primeira: o presidente da Federação e o míster Martínez estão absolutamente alinhados. Segunda: há um foco completo no Campeonato do Mundo. Terceira, disse o selecionador e eu volto a reiterar: em cinco minutos nós resolvemos este tema. Como todas as equipas de trabalho, assim que termina um determinado projeto, fazem-se avaliações. Em cinco minutos resolveremos essa situação", explicou.
Depois de anunciar a saída do Al Nassr, Jorge Jesus tem sido apontado como um eventual sucessor de Martínez, mas Proença evitou falar do técnico luso.
"Não vou falar aqui de nomes. Aquilo que deixo como registo é: nós assistimos às últimas duas, três, quatro, cinco semanas, último ano, 10 anos, à forma com que os treinadores com alta capacidade falam sobre a vontade de querer treinar a seleçã. Este deve ser o mérito desta Federação, daquilo que hoje o futebol português representa. A vontade que treinadores deste calibre, portugueses, algo muitíssimo importante, mostram na ambição de um dia virem a treinar a seleção nacional. Deixa-nos muitíssimo satisfeitos", atirou.
O líder federativo foi ainda questionado sobre a situação que envolveu António Silva e a divulgação do onze antes do jogo com a Geórgia, no Euro-2024.
"Não sou um presidente da federação que alimenta isso. E não contarão nunca com este presidente da federação para alimentar. Não era presidente da federação na altura. Não conheço a história, não as alimento. Não vou comentar", disse.
Proença assumiu “pressão muito alta” e “grande ilusão” em redor da seleção portuguesa para a participação no Mundial2026 e a sua ambição de conquistar o título.
“Há obviamente uma pressão muito alta, mas não há nenhum português que não vá com uma grande ilusão para o próximo Campeonato do Mundo: uma geração de jogadores de talento absolutamente extraordinária, a jogar nas ligas mais competitivas do mundo e uma direção técnica altamente capacitada”, assumiu.
O presidente da FPF negou que a presença maioritária de futebolistas representados pelo empresário Jorge Mendes na seleção portuguesa – 19 em 27 convocados – tenha influência deste sobre as escolhas do selecionador nacional, Roberto Martínez: “Não há interesses económicos a entrarem na nossa seleção”.
Por último, comentou ainda as críticas de António Salvador à exclusão de Ricardo Horta dos convocados para o Mundial-2026.
"Ao presidente da federação não cabe fazer avaliações técnicas sobre os jogadores, era o que faltava. Não tenho qualquer fascínio pelo balneário. É um espaço sagrado de quem tem uma orientação técnica ou desportiva. Nem mesmo do sector de onde vim, que é a arbitragem. E, portanto, há um espaço sagrado e essa é uma linha limite que eu não ultrapasso. As opções técnicas serão sempre feitas por quem tiver a direção técnica. Há um treinador, um selecionador nacional, e é assim que acontece. Consigo perceber, claramente, muitas vezes há opiniões diferentes. Há frustrações de uns ou de outros. Porque, obviamente, percebemos quando um jogador, quando um treinador, quando um árbitro não é convocado ou dado o apoio para estar no Campeonato do Mundo. Felizmente, enquanto o árbitro, vivi a alegria de ser chamado para um Mundial. Consigo compreender num treinador, num jogador, que possa haver uma frustração. É, no fundo, o patamar mais alto da carreira de qualquer praticante ou de qualquer agente desportivo. E, portanto, há que, primeiro, respeitar que há opções diferentes", concluiu.
