A polícia levou a cabo "operações de busca e apreensão" nos escritórios da federação sul-coreana de futebol, disse um porta-voz da polícia à agência France-Presse (AFP).
As forças de segurança procuram determinar se ocorreu uma "obstrução" ao normal decorrer do processo de nomeação de Hong Myung-bo em 2024, acrescentou o porta-voz.
Segundo a imprensa local, as autoridades estão a tentar apurar se altos responsáveis da federação intervieram indevidamente na sua designação, possivelmente em violação das regras da organização. Contactada pela AFP, a federação não quis prestar declarações.
Hong, de 57 anos, colocou termo ao segundo mandato à frente da seleção sul-coreana no final de junho, no seguimento de um novo fracasso pesado num campeonato do mundo de futebol como selecionador, tal como já tinha acontecido no Mundial-2014.
No final de julho, Hong afirmou a uma comissão parlamentar que assumia a "total responsabilidade" por esta eliminação.
O Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, atribuiu o insucesso às "pessoas incompetentes" promovidas a cargos de direção, numa declaração a aludir ao "sectarismo" que estaria a manchar o recrutamento ao mais alto nível da modalidade.
Após uma vitória promissora frente à República Checa (2-1), a equipa sul-coreana acabou por ser derrotada pelo México e pela África do Sul, em ambos os jogos por 1-0, terminando com um saldo de três pontos insuficiente para passar à próxima ronda da competição.
Antigo capitão da seleção, Hong Myung-bo é considerado um dos melhores jogadores da história do país. No Mundial-2002, disputado em casa e em que a Coreia do Sul alcançou as meias-finais, o defesa conquistou a Bola de Bronze, que distingue o terceiro melhor jogador do torneio.
