Nas suas redes sociais, o técnico de 53 anos deixou uma mensagem de despedida, onde fez um balanço da experiência e lamentou não ter ido mais longe na prova, cuja eliminação precoce espoletou um escândalo nacional com a saída do selecionador Hong Myong-Bo.
"Nem tudo está bem quando se ganha, como não está tudo mal quando se perde. Por vezes a distância entre o sucesso e o insucesso é muito pequena e depende de detalhes e até mesmo de um pouco de sorte. Peço desculpa aos adeptos que sempre nos apoiaram. Também eu me sinto frustrado, sobretudo por sentir que o que fizemos como equipa durante estes dois anos nos fazia acreditar que poderíamos ir mais longe nesta competição", confessou.
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Apesar da frustração desportiva, João Aroso manifestou a sua gratidão à federação local e ao antigo selecionador Hong Myong-Bo, destacando o crescimento pessoal e profissional proporcionado pela experiência.
"Estou grato à Federação Coreana de Futebol e a Hong Myong-Bo pelo convite e a todo o staff pela forma como me acolheram e me ajudaram na adaptação a uma cultura diferente. A Coreia do Sul é um país com valências fantásticas. (...) Foi um privilégio ter vivido e trabalhado na Coreia do Sul!", rematou.
Um percurso de peso no futebol nacional e internacional
Com a presença no Mundial-2026, João Aroso somou a segunda participação em Campeonatos do Mundo da sua carreira, depois de ter estado no Mundial-2014 e também no Europeu-2012, em ambos os casos como treinador-adjunto de Paulo Bento na seleção nacional.
Antes de rumar ao futebol asiático para integrar a equipa técnica sul-coreana, o experiente técnico português acumulou passagens marcantes pelo futebol de clubes em Portugal, tendo exercido as funções de treinador-adjunto no Vitória SC e de diretor técnico no FC Famalicão.
