Esta será a terceira participação da história da Nova Zelândia em Campeonatos do Mundo. A seleção marcou presença anteriormente em 1982 e 2010 - nesta última edição, os neozelandeses despediram-se de forma invicta na fase de grupos, após conquistarem três empates históricos.
Para perceber melhor a preparação e o estilo da equipa da Oceânia para o torneio, o Flashscore conversou com Gui Finkler, antigo médio brasileiro com uma longa e marcante trajetória no futebol neozelandês e australiano.
Modelo de jogo da Nova Zelândia
Um futebol com forte base cultural inglesa, muito bem estruturado taticamente e assente em linhas bem definidas. Essas são, para Gui Finkler, as principais características da seleção da Nova Zelândia. O antigo jogador considera que a forte influência da Premier League acaba por ditar o ritmo de jogo no país, moldando uma equipa coletivamente disciplinada.
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A estrela da seleção
A grande esperança de golos e principal referência técnica da Nova Zelândia é Chris Wood. O experiente ponta de lança da Premier League, que representa o Nottingham Forest, assume o estatuto de grande estrela e principal símbolo da representatividade do país ao mais alto nível do futebol mundial.

Ao lado de Chris Wood no setor ofensivo, figuras experientes como o extremo Kosta Barbarouses, de 36 anos, oferecem o suporte necessário. Gui Finkler, que partilhou balneário e também enfrentou algumas dessas peças no futebol neozelandês, confia na qualidade e na capacidade de decisão deste núcleo mais veterano.
"Eu joguei junto com o Barbarouses, é um cara diferenciado e joga demais. Nós conhecemos bem o Barbarouses, é um cara muito dedicado e veloz. É difícil chegar nessa idade jogando em alto nível, mas ele faz a diferença. Torço muito para que ele possa fazer um último Mundial muito bom", destacou Gui.
Quem pode surpreender?

A juventude e a rápida renovação do plantel são apontadas como os principais trunfos dos All Whites para este Mundial. Com a maior facilidade de qualificação após o aumento de vagas atribuídas à Oceânia, a federação da Nova Zelândia optou por acelerar o processo de transição, dando origem a uma equipa com uma média de idades bastante baixa.
Tyler Bindon, de 21 anos, do Sheffield United, e Marko Stamenic, de 24, do Swansea City, surgem como os principais candidatos a assumir protagonismo na equipa, tanto pela juventude como pela qualidade demonstrada nos escalões secundários do futebol inglês.
O clima para viver o Mundial


Ao contrário do que acontece nas grandes potências do futebol, na Nova Zelândia o desporto-rei divide atenções com outras modalidades, embora esteja a atravessar um momento de crescente envolvimento e paixão por parte do público.
De acordo com Gui Finkler, apesar de o râguebi e os emblemáticos All Blacks continuarem a ocupar o posto de principal paixão nacional, o futebol tem vindo a conquistar um espaço cada vez maior no coração dos neozelandeses. Um crescimento impulsionado, em grande parte, pela criação do Auckland FC, que surgiu para rivalizar diretamente com o Wellington Phoenix na liga profissional.
Agenda da Nova Zelândia no Mundial
16/6 (segunda-feira)
02:00 - Irã x Nova Zelândia (Los Angeles, EUA) - SportTV
22/6 (domingo)
02:00 - Nova Zelândia x Egito (Vancouver, Canadá) - SportTV
27/6 (Sábado)
04:00 – Nova Zelândia x Bélgica (Vancouver, Canadá) - SportTV
