Quem é quem no Mundial: conheça a seleção da Suíça

Suíça vai ao sexto Mundial seguido
Suíça vai ao sexto Mundial seguidoFabrice COFFRINI / AFP

A Suíça parte para a sua 13.ª participação num Campeonato do Mundo, confirmando presença na competição deste ano, organizada por Estados Unidos, México e Canadá, pela sexta vez consecutiva.

Apesar de não ter o estatuto de favorita nem de ser apontada para chegar longe, a Suíça tem-se colocado entre as principais seleções do planeta, confirmando a sua regularidade no Mundial, um objetivo que muitos países, como a Itália, têm tido dificuldades em alcançar.

A vaga no Mundial de 2026 foi conquistada ao terminar o Grupo B da fase de qualificação europeia na liderança, evitando o sempre arriscado play-off. Em seis jogos, somou quatro vitórias e dois empates numa campanha invicta, deixando para trás seleções como o Kosovo, a Eslovénia e a Suécia. Sofreu apenas dois golos, mostrando que a defesa é uma das virtudes da equipa comandada pelo selecionador Murat Yakin, que ocupa o cargo desde 09 de agosto de 2021.

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O defesa-central Léo Lacroix, nascido em Lausana e filho de mãe brasileira, foi o entrevistado do Flashscore, partilhando informações sobre a seleção helvética, que teve o privilégio de defender tanto nas camadas jovens como na equipa principal.

"A equipa tem evoluído muito, fez uma ótima campanha no último Euro, por exemplo. Um crescimento importante tem sido nos médios. Antes não tinham peças com potencial de drible. Os laterais sobem muito e servem o avançado Embolo a todo o momento", comentou Léo.

Xhaka é a figura principal da Suíça
Xhaka é a figura principal da SuíçaOpta by Stats Perform

Estilo de jogo

Apesar de contar com peças que são em todos os setores, Léo indicou que o conjunto é a maior valia da Suíça. Aponta o avançado Embolo como uma referência, mas reforça que o coletivo é o que faz a diferença.

"Joguei contra o Embolo na Suíça. Eu defendia o Sion e ele o Basileia. Ele já era um avançado muito forte, mas com alguma dificuldade na finalização. Hoje melhorou nesse capítulo e continua a ser um jogador muito importante. O ponto mais forte da Suíça é o coletivo; já era assim quando eu representava o país e continua a ser hoje", comentou.

A Suíça privilegia o controlo do jogo, preferindo esperar pelo melhor momento para atacar e definir a partida. Independentemente do adversário, o estilo é mantido, tendo a posse de bola como uma das principais armas.

O facto de o país contar com vários imigrantes permitiu que jogadores de diferentes origens e estilos tivessem a oportunidade de se naturalizar e defender as cores helvéticas. Estes ingredientes externos dão um toque adicional à equipa.

"Existe esta mistura de jogadores que nasceram ou têm relação direta com outros países. A Federação Suíça, quando percebe que um jogador tem qualidade, esforça-se para que ele obtenha o passaporte nacional. Isso acontece muito em França também. Se fosse procurar um estilo de jogo próprio, a Suíça poderia ficar limitada, por isso essa genética vinda de fora ajuda bastante. Hoje, já contam com um atleta mais rápido, que joga pelas alas, outro que segura mais a bola no meio, e essas peças vão-se encaixando. Se dependesse apenas de jogadores originalmente suíços, a equipa teria restrições", indicou o central.

Os próximos jogos da Suíça
Os próximos jogos da SuíçaFlashscore

A estrela

O jogador mais experiente da Suíça, o médio Granit Xhaka, é a grande figura da seleção. Aos 33 anos, representa o Sunderland, da Premier League, acumulando passagens por Arsenal e Bayer Leverkusen.

De origem kosovar, foi um dos protagonistas na conquista do Mundial sub-17 em 2009 — o único título mundial da história do país —, sendo hoje o atleta com mais internacionalizações pela Suíça. As participações da nação em Mundiais e Euros, nos últimos anos, contaram sempre com Xhaka como referência.

As últimas temporadas de Xhaka
As últimas temporadas de XhakaFlashscore

"É ele quem dá mais equilíbrio e controlo, sabe cadenciar o jogo e tem muita qualidade no passe. Joguei com ele quando éramos sub-18", recordou Léo.

Os últimos resultados da Suíça
Os últimos resultados da SuíçaFlashscore

Candidato a surpresa

Outra referência da seleção suíça é Yann Sommer, guarda-redes do Inter de Milão. Apesar da sua experiência, o seu concorrente é apontado por Lacroix como candidato a surpresa no Mundial. "Gregor Kobel, do Borussia Dortmund, é um excelente guarda-redes. Ainda é jovem para a posição (28 anos), mas é sólido e transmite muita confiança à defesa. A Suíça tem tradição de bons guarda-redes há vários anos", elogiou Léo.

O central destaca ainda o papel do médio Johan Manzambi, de 20 anos, do Friburgo. "Entrou bem em vários jogos da qualificação. É aquele jogador que parte para cima para tentar furar a defesa, procurando fazer algo diferente. Recupera a bola e ataca logo os espaços", pontuou, citando também o avançado Dan Ndoye, do Nottingham Forest.

Como é vivido o futebol na Suíça?

Ao contrário de Brasil ou Portugal, a Suíça é um país que vive o Campeonato do Mundo mais intensamente quando o torneio se aproxima. Léo sabe-o bem e, apesar da demora até que se comece a respirar a competição, o ambiente muda quando a bola começa a rolar.

"Ainda não vi nada nas lojas, mas tenho a certeza de que o clima do Mundial vai chegar. As pessoas gostam de colocar bandeiras nas varandas e espalham-se ecrãs gigantes em muitas praças, aproveitando a mistura de imigrantes. O ambiente é muito porreiro, embora não seja como no Brasil", brincou. 

Agenda da Suíça na Copa do Mundo

13/6 (sábado)

20:00 - Catar x Suíça (Santa Clara)

18/6 (quinta-feira)

20:00 - Suíça x Bósnia-Herzegovina (Inglewood)

24/6 (quarta-feira)

20:00 - Suíça x Canadá (Vancouver)