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Sensações durante o Mundial: "Se não tivéssemos a ideia (de chegar longe) não estávamos aqui. Tem sido uma experiência bonita. Estamos a melhorar jogo a jogo. É uma competição em que é impossível jogar bem todos os jogos. Não está fácil para ninguém, basta ver as equipas eliminadas. Vejo a equipa tranquila. Vamos encarar uma equipa difícil, mas estamos preparados".
Possível último Mundial e substituições: "Tem sido assim desde que entrei na seleção. Sempre foi assim e não vai mudar. Estou de corpo e alma para ajudar a seleção. Jogando ou não jogando, terei sempre um papel importante para ajudar a seleção. Terminarei quando eu quiser, não quando vocês quiserem. É uma perda de tempo perguntarem se é o último. Não quero virar atenções para isso, o importante é jogarmos bem amanhã e ter fé que vamos passar".
Grupo: "É um grupo diferente de todos os outros. Com qualidade, como os outros, mas muito tranquilo, é mais jovem".
Pulseira: "Já sabem, estão cá os nomes de todos os jogadores e é uma forma de estarmos unidos também pelo Diogo Jota, mas não só, também por Portugal. Todos que têm estado connosco. Tem sido uma experiência espetacular. O futebol é mais do que jogar dentro de campo, é alegria, união das pessoas. As pessoas a chorarem pelos jogadores. É isso que fica recordado. Dos Mundiais que joguei, será o Mundial que eu recordarei mais pela paixão das pessoas, principalmente esta vez. Não sei a razão, mas emocionalmente tem sido o melhor e tenho desfrutado bastante".
Sentimento: "O sentimento é sempre o mesmo. É uma paixão representar o país. É como se fosse sempre o primeiro jogo. É preciso desfrutar ao máximo. Este Mundial tem sido marcado pela paixão das pessoas, não só a nossa. Hoje de manhã, no pequeno almoço, cruzar-me com a malta da Venezuela, Colômbia, com lágrimas nos olhos a olhar para ti é o mais importante. É isso que fica na vida. É bonito, todos querem ganhar, mas só ganha um. Estas experiências é que são marcantes. Tenho 41 anos e não devia jogar? Isso é irrelevante. O que levo para casa é o afeto das pessoas pela seleção e comigo em especial".

Mensagem para os portugueses: "Os adeptos são fiéis, esses não falham, estão sempre do nosso lado e do meu lado. Tudo o resto é lixo, não conta para nada".
Questões sobre a titularidade: "Há 23 anos que me tentam matar, mas já perceberam que não vale a pena. É perder tempo. Tentam, mas não vale a pena. Já estou habituado, faz parte. Há uns que gostam mais, outros que gostam menos".

Título que falta: "Não me falta nada na vida. Deus deu-me tudo o que nunca esperei ganhar, principalmente na seleção e a nível pessoal. Vou desfrutar do Mundial. Não vou ser mais ou menos por ganhar o Mundial. Obviamente que queremos ganhar, mas só um vai ganhar, não dois ou três. Desfruto do dia-a-dia. Uma das coisas que a idade te dá é maturidade para relativizar algumas coisas. Não sou cego, tenho visto o ataque que fazem à minha pessoa, mas não é novo. Espero viver mais 40 anos e estar preparado. As grandes críticas fazem-nos crescer como pessoas. Continuem a fazer isso porque cresço e apareço cada vez mais. Estou feliz e desfruto do dia-a-dia. É um jogo com uma magnitude enorme e uma excelente equipa que já ganhou esta competição".

Jogos contra Espanha: "Eu faço o que o mister me pede. Não jogo na seleção como no Al Nassr. Aqui, temos de perceber que temos funções diferentes do que temos no clube. Aqui fico mais perto da área, a minha missão é agarrar os centrais comigo, mas sabem melhor do que ninguém que se chegar a oportunidade vou metê-la lá dentro. É um adversário difícil, mas estou com a fé que amanhã vai correr bem e vamos ganhar".
Dificuldade de jogar num Mundial aos 41 anos: "É falar com alguns de vocês, principalmente os que não gostam de mim. És um deles, fixo bem a cara das pessoas. Jogar com 41 anos tem sido uma boa experiência. Para chegar a este nível é preciso abdicar de muitas coisas e é isso que tenho feito. Adaptei-me às nuances da idade, sei que não sou o mesmo jogador que era, mas há algo que não mudou: continuo a fazer golos. Espero fazer amanhã, mas se não fizer, que outro colega faça e consigamos passar. Era bonito ganhar à Espanha amanhã".
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Medo de ser o último Mundial: "Vocês tem muita vontade que eu não volte. O dia vai chegar. Vou ser sincero, independentemente do que acontece amanhã, eu vou sair daqui com a consciência tranquila, não 100%, mas 1000%. Na vida e no futebol dei tudo. Jogar estes anos todos não foi por necessidade, como sabes. Estou muito bem da minha, mas tenho paixão. Jogo na seleção e nos clubes porque gosto de jogar futebol. Aconteça o que acontecer, estarei feliz. Não meto pressão a mim mesmo de chegar ao final da carreira e dizer que tenho a obrigação de ganhar. Seja o que Deus quiser. Agora é desfrutar do Mundial. Acho que não estou assim tão mal, ao contrário do que alguns dizem. Fiz três golos. Há uns que fizeram mais porque estão muito bem, mas eu não estou mal, acho eu. Vamos ver se passamos amanhã e marco um golo".
Espanha: "Tenho um carinho especial por Espanha. A minha família é praticamente espanhola. Tenho casa em Espanha, os meus melhores amigos são espanhóis. Espanha é sempre candidata a ganhar tudo. Espanha é favorita teórica, já ganhou o Mundial e tem mais títulos do que Portugal. Mas é uma competição diferente, há jogadores diferentes, cansaço, lesões, o ambiente, o calor... Gosto de jogar contra Espanha, o meu registo contra Espanha é bom, já joguei muitas vezes e está equilibrado. Quem ganhar os detalhes, vai ganhar o jogo. Espero que seja Portugal. Estou com a sensação que vamos ganhar".
Diferenças na seleção espanhola: "Vejo sempre a Espanha como uma seleção de muito talento. Não individualizo. Eles são sempre uma seleção muito boa, é sempre candidata a ganhar. Vai ser uma batalha dura e temos de ter fé, correr e ter coragem. É a única maneira de ganhar a Espanha".
Lamine Yamal: "É um jogador com muito futuro, não vi nenhum jogo de Espanha, sou sincero. Vi um pouco do jogo com Cabo Verde, mas é um jogador com futuro. Está muito bem, vai ter um futuro brilhante, mas tenho de dizer que eu vejo sempre Espanha como um todo. São muito bons, jogam muito bem e será muito difícil amanhã".
Possível encontro com França nas meias-finais: "Não falo sobre gerações antigas de jogadores. Foi fantástico jogar com eles, esta é uma geração diferente. É um desafio. Não quero falar das meias-finais porque temos o jogo de amanhã com a Espanha. Vou ter tempo para falar se passarmos, mas vai ser difícil. Espero que seja uma boa noite para nós".

Críticas: "Acho que quanto mais preparado estiveres, melhor sobrevives a uma carreira longa no futebol, se essa é a tua intenção. Se ligas à crítica, estás perdido. É normal. É o vosso trabalho. Eu entendo perfeitamente. Há críticas construtivas e outras para tentar matar-te. Faz parte da maneira que a imprensa vende as notícias. Não faz mal, mas é preciso habituar-nos rapidamente se quer ter uma carreira longa. Eu aprendi isso com o tempo. É preciso estar com pessoas que gostam de ti e têm paixão por ti. Virão momentos difíceis, faz parte do ser humano. Tu levantas-te de manhã e às vezes não te apetece fazer o que gostas. Quando há críticas é mais difícil, mas faz parte do teu trabalho".
Mensagem sobre o último Mundial: "O último Mundial (risos)... Uma pergunta interessante, gostei. O que fica são as pessoas. As pessoas que gostam de nós, as pessoas a quem podemos dar momentos diferentes. E vejo as pessoas que trabalham à nossa volta. São memórias espetaculares. Durante o voo, eu sabia que uma das assistentes de bordo era argentina. Só pela maneira como olhou para mim. Eu disse-lhe 'sei que és argentina. Olhaste para mim e desviaste os olhos rápidos, vocês não gostam de mim...'. Mas a minha mulher é argentina. Está tudo bem. É desfrutar ao máximo. Vai ser o último Mundial, sim. É desfrutar".
Feeling para amanhã: "Só sinto no dia do jogo. Chega lá de cima e dá a tremideira. Ainda não senti, mas amanhã sim. No dia do jogo tenho pressentimentos. Se nos cruzarmos, eu digo".
Mundial-2026
O Campeonato do Mundo de 2026 tem lugar de 11 de junho a 19 de julho nos Estados Unidos, Canadá e México. O torneio conta com 48 seleções nacionais e é disputado em 16 estádios modernos.
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