Scaloni: "O que se está a ver no Mundial é que não há jogos fáceis"

Scaloni fala em conferência de imprensa
Scaloni fala em conferência de imprensaREUTERS/Issei Kato

O selecionador da Argentina, Lionel Scaloni, afirmou no domingo que as pausas para hidratação introduzidas nos jogos, em teoria, podem favorecer a equipa que está a perder, mas que quem ataca também pode tirar partido delas.

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"Talvez ajude uma equipa que tecnicamente seja um pouco mais fraca, porque tem tempo para recuperar e preparar os seus jogadores", garantiu o técnico em conferência de imprensa, na antecâmara do duelo frente à Áustria, no Dallas Stadium, um recinto coberto e climatizado.

Scaloni esclareceu depois que esse momento pode ser aproveitado por ambas as equipas.

"Tudo o que se tem em mente pode mudar consoante o que acontece nesses 22, 23 minutos (antes da primeira pausa). Procuramos fazer o que normalmente se faz no intervalo e faz-se ali", explicou.

"Se calhar estou a confundir ao dizer que é só para o adversário mais fraco. Também para quem pretende atacar, dá-te tempo para corrigir, não é? Mas digo que é estranho adaptar-se a isso", considerou.

Este é o maior Mundial da história, com 48 equipas, e desta vez há pausas de três minutos para hidratação em cada parte dos jogos. Scaloni explicou que isto divide os jogos em quatro períodos.

"Aprendem-se imensas coisas"

A Argentina iniciou a defesa do seu título com um hat-trick de Lionel Messi na vitória por 3-0 frente à Argélia. O selecionador confessou ainda que tenta ver todos os jogos.

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"Aprendem-se imensas coisas. Estão sempre a observar situações (...) E tento perceber para onde caminha o Mundial, que está um pouco complicado de perceber para onde vai. Há situações muito estranhas", disse, numa alusão às dificuldades que alguns favoritos têm sentido nos seus confrontos com países menos conhecidos pelo seu futebol.

"O que se está a ver no Mundial é que não há jogos fáceis", acrescentou.

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