Selecionador do Haiti deixa aviso antes da despedida: "O verdadeiro fracasso seria desistir"

Sébastien Migné, selecionador do Haiti
Sébastien Migné, selecionador do HaitiReuters

Já eliminado do Mundial-2026, o Haiti quer despedir-se da competição com um resultado histórico diante de Marrocos e, ao mesmo tempo, homenagear o capitão Johny Placide, que deverá cumprir o último jogo pela seleção.

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"O verdadeiro fracasso seria desistir", afirmou Sébastien Migné, o selecionador do Haiti, já eliminado antes de defrontar na quarta-feira, em Atlanta, Marrocos no último jogo da fase de grupos do grupo C do Mundial.

"Foi preciso voltar a motivar toda a gente, explicar a todos a nossa sorte de estarmos aqui, no maior palco. A nossa qualificação representa esperança para a população haitiana", declarou.

Com a equipa técnica, "tentámos fazer perceber aos nossos rapazes que este jogo é uma montra extraordinária", apesar da eliminação, e "não temos o direito de desvalorizar isto, é preciso tentar estar à altura do evento", insistiu Migné.

"Queremos provar que merecíamos estar aqui" e que "não vamos esperar mais 52 anos para voltar" a um Mundial, sublinhou.

O encontro de quarta-feira frente ao Marrocos será o último pela seleção para vários jogadores haitianos, incluindo o guarda-redes e capitão Johny Placide, de 38 anos, que quis deixar uma mensagem aos seus colegas no último treino, esta terça-feira, em Atlanta.

"Espero que lhe proporcionemos a melhor despedida possível, com os três primeiros pontos como prenda, seria histórico para ele e para a equipa", acrescentou Migné.