"O objetivo e também a ambição da nossa estrutura técnica nacional é fazer desenvolver as jogadoras na formação para que se consiga o máximo de jogadoras possíveis na seleção AA, em condições de contribuir positivamente para o desempenho da equipa", disse a treinadora, em entrevista à Lusa.
Com a inédita participação de Portugal em Mundiais do escalão, Marisa Gomes pretende dar continuidade a um trabalho de "articulação" com a seleção principal e dotar as convocadas de mais uma experiência internacional ao mais alto nível.
"Esta articulação com a equipa AA também é importante porque, com este Mundial, também pretendemos que elas cresçam e estejam mais preparadas para poderem lá regressar e até ter mais jogadoras preparadas para trazer qualidade à equipa principal", salientou a treinadora.
Marisa Gomes mostrou-se convicta de que a valorização das jogadoras nestes contextos internacionais é sempre muito grande.
“Um contexto internacional desta dimensão, que é mundial, com certeza que terá uma visibilidade muito maior a estas jogadoras, terá uma experiência completamente diferente e com certeza que vamos conseguir ter benefícios daquilo que é a valorização das nossas jogadoras nesta competição”, defendeu.
A técnica nacional, de 47 anos, destaca o "equilíbrio" encontrado no perfil das jogadoras convocadas, que associa a inexperiência de alguns elementos que dão os primeiros passos no futebol sénior, com a maior maturidade de futebolistas como Carolina Santiago e Maísa Correia, ambas ligadas ao Sporting e que registam nove e três internacionalizações AA por Portugal, respetivamente.

"Numa equipa temos sempre o equilíbrio entre a irreverência da juventude e a experiência de jogadoras mais maduras, como são os casos da Carolina Santiago e da Maísa Correia, que já estiveram na seleção AA, mas é sempre um aporte qualitativo viver outras realidades", particularizou.
Maísa Correia, uma das jogadoras mencionadas pela selecionadora, não escondeu que uma participação positiva na competição poderá alavancar a sua carreira no sentido de projetar a sua afirmação, tanto no Sporting, o seu clube, como na seleção principal, mas preferiu concentrar-se no presente.
"Claro que sabemos que o Mundial também nos dá essa visibilidade de expandir a nossa carreira, mas, enquanto jogadora, o meu foco está na seleção, ajudar no Mundial e depois regressar ao clube", sentenciou a atacante, com pragmatismo.
Maísa Correia não escondeu o entusiasmo por enfrentar a Coreia do Norte, atual campeã mundial, logo na jornada inaugural: “É algo que nos deixa ansiosas, mas é uma ansiedade boa", assume, sorridente.
Além das norte-coreanas, Portugal defronta a Colômbia e Costa Rica, adversárias que a extremo de 19 anos aborda com respeito, mas com as melhores expectativas.
“É um grupo difícil, com adversários com características diferentes de nós, mas vamos tentar habituar-nos a cada um, tentar fazer o nosso jogo e impô-lo", analisou.
O Mundial sub-20 feminino decorre entre 05 e 27 de setembro, na Polónia, onde a seleção nacional, liderada por Marisa Gomes, vai disputar o Grupo E, com Coreia do Norte, atual campeã mundial, Costa Rica e Colômbia.
O primeiro duelo será no dia 07 de setembro diante das norte-coreanas, enquanto o segundo está marcado para quinta-feira, frente às colombianas. O último jogo da fase de grupos irá opor Portugal à equipa da Costa Rica, no dia 13.
Portugal garantiu o apuramento em 2025, quando chegou às meias-finais do Campeonato da Europa de sub-19.
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