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Unai Simón explicou como viveu os dias anteriores numa entrevista aos canais oficiais da RFEF.
"À medida que iam passando os jogos na fase de grupos, é verdade que no dia do Uruguai começou a falar-se um pouco, se mantivéssemos a baliza inviolada, já dependíamos do jogo seguinte dos oitavos de final. No início não pensas nessas coisas, mas acaba o jogo, por coincidência tinham de ser 89 minutos, que foi quando o Oyarzábal marcou o 3-0 e aí parece que se alcançou o objetivo. São coisas em que, o importante é continuar a somar minutos sem sofrer golos, que no fim é bom para todos", afirmou.
O guarda-redes espanhol referiu que ficou nervoso no dia anterior, mas depois, em campo, conseguiu abstrair-se de tudo. "Passei pior porque o Pedri e os outros estavam a lembrar-me disso ao pequeno-almoço. Quando penso nessas coisas fico muito nervoso, mas depois começa o jogo e estás tão concentrado no jogo que já não pensas nisso", assumiu.
A mensagem de Miguel Ángel España
Neste contexto, o cooling break foi fundamental. "Na pausa de hidratação ao minuto 70, veio ter comigo o Miguel Ángel, o treinador de guarda-redes, e disse-me 'vá lá, já não falta nada, são 20 minutos'. Não sei se o dizia para acabar o jogo ou pelo recorde, mas passou-me pela cabeça e estive 20 minutos a tentar não pensar nisso. Mas está sempre presente na cabeça", lembrou.
Além disso, Unai Simón destacou o valor do recorde de invencibilidade. "Acho que significa mais para a equipa do que para mim. Diz muito sobre a solidez defensiva que temos demonstrado, somos uma equipa que tem muita posse de bola, é um dos motivos pelos quais não somos tão atacados. Temos de continuar neste caminho de manter a baliza inviolada, para que o próximo que queira bater o recorde tenha mais dificuldades. Vai ser muito importante para passar as rondas. O recorde é excelente, mas o que importa é ultrapassar os oitavos de final contra Portugal e conseguir chegar a essa final", concluiu.
