Van Hecke quer honrar legado familiar no Mundial-2026 pelos Países Baixos

Jan Paul van Hecke, dos Países Baixos
Jan Paul van Hecke, dos Países BaixosWart Brinkerhof/MTB-Photo / Shutterstock Editorial / Profimedia

Se o defesa neerlandês Jan Paul van Hecke quiser manter a tradição familiar, terá de chegar até à final do Mundial-2026.

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O seu tio Jan Poortvliet jogou na defesa dos neerlandeses na final de 1978, em que perderam o jogo decisivo frente à anfitriã Argentina no prolongamento.

Van Hecke deverá estar no onze inicial no domingo, em Dallas, quando iniciarem a sua campanha no Grupo F frente ao Japão, formando dupla no centro da defesa com o capitão Virgil van Dijk.

“Um enorme sentimento de orgulho. É fantástico estar aqui", disse aos jornalistas.

Van Hecke tem agora a sua oportunidade de assumir lugar de destaque no 11 depois de Jurrien Timber ter sido afastado do torneio devido a lesão.

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“É o meu sonho, mas também era o sonho dele. É mesmo uma pena que o sonho dele tenha desmoronado”, afirmou Van Hecke.

Curiosamente, o tio de Van Hecke também entrou na seleção neerlandesa em 1978 em circunstâncias semelhantes, tendo-se estreado pelos Países Baixos duas semanas antes do início do Mundial e sendo convocado para o grupo como uma espécie de outsider. Mas quando o lateral-esquerdo titular Hugo Hovenkamp se lesionou, Poortvliet teve a oportunidade de jogar.

“O Hugo estava na melhor forma da sua vida, mas é assim que as coisas por vezes acontecem”, disse Poortvliet à televisão neerlandesa NOS.

Jan Poortvliet (ao fundo, de frente para a câmara) observa Mario Kempes a marcar pela Argentina na final do Mundial de 1978
Jan Poortvliet (ao fundo, de frente para a câmara) observa Mario Kempes a marcar pela Argentina na final do Mundial de 1978STAFF / AFP / AFP / Profimedia

Acabou por disputar seis jogos na Argentina, demonstrando a sua versatilidade como lateral-esquerdo, lateral-direito e médio defensivo.

Tio treinou o sobrinho

Poortvliet, atualmente com 70 anos, treinou vários clubes neerlandeses, esteve no Southampton durante seis meses em 2008 e chegou a orientar Van Hecke nos sub-17.

“Mesmo nessa altura já tinha aquela forte determinação de aproveitar todas as oportunidades”, disse sobre o sobrinho, atualmente no Brighton & Hove Albion.

“O Jan Paul é muito estável, impossível de desviar do seu caminho, tanto no futebol como na vida. O que conseguiu é realmente impressionante. Pode, por vezes, fazer um jogo menos conseguido, mas mantém-se sempre focado.”

Van Hecke disse aos jornalistas, na semana passada, que esperava um início difícil para os neerlandeses frente ao Japão.

“Vamos defrontar logo um adversário forte. Ganhar por 1-0 em Wembley contra a Inglaterra diz muito. Na minha opinião, o meu colega (Kaoru) Mitoma foi o melhor jogador deles. Lamento muito por ele ter de abandonar o Mundial devido a lesão e falhar o torneio. Mas mesmo sem o Mitoma, o Japão tem uma equipa forte,” afirmou Van Hecke.